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domingo, 21 de outubro de 2012

My Son Marshall, My Son Eminem. capitulo 5

Para ler os capítulos anteriores clique aqui.
Capítulo 5

Eu achei um apartamento pequeno e um emprego em um restaurante, e comecei a fazer um curso de cabeleireira e maquiagem. A tia de Bruce Edna me ajudava a cuidar de Marshall. Toda a noite quando eu voltava para casa havia um desenho de um rosto feliz, ou um cartãozinho feito a mão feito por Marshall. Ele adorava desenhar. Ele também nasceu para o teatro. No jardim de infância ele atuou como índio em uma peça escolar para o Dia de Ação de Graças. Seu tio Ronnie, que só era dois meses mais velho fez o papel de um viajante. 

Marshall adorava ouvir sobre a historia americana e era completamente intrigado pela conquista do Oeste. Antigamente em Saint Joseph a cidade era o cartão para alguns cowboys e morar lá apenas influenciava a aprender sobre essas coisas. 

Até 1860 cartas enviadas de Nova York demoravam 30 dias para chegar à Califórnia através de um navio a vapor. Um grupo de homens ambiciosos quiseram provar que eles poderiam fazer essas entregas em um tempo menor usando cavalos e cavaleiros. demorava apenas 10 dias para as postagens enviadas por Saint Joe chegassem às cidadezinhas do interior próximo à Sacramento. Mas apesar de terem capturado a imaginação dos americanos, e provando ser de um valor inestimável durante a Guerra Civil, a empresa veio a falência 19 meses depois, perdendo seus fundadores e logo depois, espetaculares $5 mil dólares. Depois em 1882, Jesse James foi morto por seu parceiro de crime, Bob e Charlie Ford, em seu esconderijo na rua Lafayette. Marshall adorava visitar o o distrito histórico de Saint Joe e ver a casa de James cheia de marcas de tiro.

Marshall era o bebê perfeito que quase nunca chorava. Mas desde criança ele desenvolveu u temperamento, assim como seu pai. Se ele não tivesse as coisas do jeito dele, ele sentava no chão e começava a gritar. Eu sempre cedia a seus caprichos. Ele era tudo o que eu tinha e eu o amava muito. Eu queria protegê-lo do mundo, eu não podia ouvir ninguém criticá-lo. As pessoas diziam que eu deveria castigá-lo, mas eu nunca acreditei em castigos. 

A parte das birras ele sempre foi tímido com estranhos. Eu tinha que ir a rua com ele para fazê-lo brincar com as outras crianças. Durante anos ele preferia a companhia de seu amigo imaginário, Casper. Ele não tinha assistido o filme, Casper the Friendly Ghost* na tv, ele era fascinado por super-heróis como Homem Aranha, mas eu acho que ele se inspirou no filme para ter a idéia de seu amigo imaginário. Ele dizia que Casper podia atravessar paredes, e me repreendia por quase sentar em cima dele. Marshall não entendia porquê eu não podia ver Casper.

Eu o apelidei de “Mick” muitas pessoas o chamavam assim ao invés de Marshall.

Eu tentei compensar o fato de que Marshall não tinha pai dando tudo o que ele queria. Eu nunca o neguei nada. no McDonald’s le sempre tinha dois McLanches Feliz - ele queria os brinquedos grátis mais que a comida. Ele colecionava figurinhas: homem-aranha, Hulk, He-Men, GI Joe, Batman e Robin. Ele adorava histórias em quadrinhos e desenhava seus heróis em seu livro de desenho. Em um natal ele pediu a armadura do Batman com todos os seus acessórios inclusive o batmóvel.  Eu esqueci o valor do presente mas era mais de cem dólares. Eu tentei economizar para da-lo de presente porque eu queria ve-lo feliz mas era muito dinheiro. 

Eu tinha vários empregos, como atendente, garçonete até motorista de caminhão de gelo, tudo para que Marshall tivesse uma vida boa. Eu conseguia empregos que eu o pedia levar comigo, Marshall constantemente estava junto de mim em meu trabalho. 

Até mesmo quando eu entrei para o grupo chamado Daddy Warbucks, cantando como segunda voz, Marshall ia com a gente em turnês. Nós éramos uma banda de hippies, e sempre havia alguém para cuidar dele enquanto estava no palco. Nós tocamos no Ramada Hotel e Holiday Inns, mas eu nunca consegui superar o meu medo do palco. Quanto maior a platéia pior eu ficava. Eu costumava ficar de costas para o público voltada para o baterista, por quem eu tinha uma paixão secreta na época. 

Eu tinha muitos amigos homens. Eu namorei com médicos e advogados porque queria algo melhor para mim. Mas comparada com as mulheres sofisticadas que eles costumavam sair eu me sentia inferior e inadequada. Eu não tinha um estudo superior, eu não me achava bonita. 

meu coração partia por chegar tão perto e não conseguir. Eu estava procurando por um companheiro perfeito e um pai para Marshall. Eu sempre orientava os meu amigos homens e esperava mudá-los para que eles se tornassem a minha idéia de um homem perfeito. Eu tinha muito ciúmes, o que afastava os homens de mim, especialmente aqueles que eram engraçados, trabalhadores e bons para o Marshall. 

Charlie foi o meu primeiro namorado serio depois de Bruce. Ele era um homem excelente!Ele trabalhava na ferroviária de Missouri e sempre voltava nos finais de semana. Nos divertíamos muito juntos. Marshall parecia gostar dele, assim como meus irmãos.Tudo ia bem, exceto pelo fato de que não conseguíamos confiar um no outro totalmente, e com o tempo, o ciúmes mútuo arruinou nossa relação.

Eu conheci Don, motorista de táxi  quando me mudei para Michigan. Nós moramos juntos por um ano, mas ele tinha um forte temperamento típico de italianos e era insanamente ciumento. Nossa relação se deteriorou quando nós fomos aos Florida Keys. Marshall ficou com queimaduras de sol, com algumas bolhas na pele mais parecia um jacaré. Don queria que eu parasse de cuidar ele; ele tinha inveja da atenção que dava ao meu filho. Eu o deixei no momento em que voltamos para casa.

Algumas semanas depois eu conheci Curt Werner. Ele era 3 anos mais novo que eu, 1,80 de altura com um lindo cabelo preto e grandes olhos castanhos. Ele era totalmente selvagem e adorava motocicletas. Nos tornamos amigos.

Uma noite nós estávamos voltando do cinema quando vimos o taxi de Don pegando fogo. Não nos preocupamos muito com isso até que Don me culpou pelo fato, alegando que eu ateei fogo no automóvel. Curt saiu do carro e ordenou que Don saísse de perto de mim. Não conseguia acreditar que ele tinha me culpado - eu nunca faria algo assim, não quando eu sabia o quanto tinha sido difícil para ele terminar de pagar aquele carro. 

Minha irmã Tanya, 13 anos, fugiu de casa. Mãe espalhou cartazes de “desaparecido” por toda a cidade e me culpou pelo fato. Ela disse a policia que eu estava a escondendo. Era verdade: Eu sabia exatamente onde ela estava, mas eu não iria deixar minha mãe descobrir isso e dar uma surra na garota.

Mãe gostou de Curt. Nós estávamos namorando por uns 3 meses quando ela começou a me encorajar a casar com ele. Grande erro - nós mal nos conhecíamos. Mas ele era lindo, me amava, era ótimo com o Marshall. Meu filho era o meu mundo, então era importante para mim que Marshall gostasse dele também.

A cerimônia de casamento foi simples na casa do pastor. Eu vesti um lindo vestido de verão; Curt estava de jeans, depois fomos para a casa da minha mãe para a recepção.

Esse foi o erro número dois. Curt adorava beber, e logo ficou bêbado. Eu sai mais cedo com Marshall deixando Curt sozinho na recepção.

No dia seguinte Curt e eu tivemos uma briga enorme.Desde o inicio eu avisei a ele que não queria álcool perto do meu filho. Eu vi o dano que isto causou a minha família. Mas ele ignorou os meu desejos e continuou bebendo. Ele dizia que ninguém iria mandar nele dentro da própria casa dele.

Duas semanas depois do casamento, Curt saiu com a moto e não voltou naquela noite. Eu sai de casa na manhã seguinte. 

Marshall, que ouvia histórias de seu pai com sua tia Edna, de repente começou a fazer perguntas sobre ele. Eventualmente Edna me deu um endereço na Califórnia, e Marshall passou horas escrevendo uma carta. Todos os dias ele esperava o carteiro passar, na esperança de uma resposta de seu pai. O envelope finalmente chegou com as palavras “Devolver ao remetente, destinatário inexistente” escritas na frente com a caligrafia de Bruce. Eu não disse a Marshall que havia reconhecido a letra.

Marshall amava animais, então nossa casa era cheia de filhotes. Ele pegou uma cobra e colocou na minha cama uma vez de brincadeira. Um dia eu cheguei em casa e encontrei o porquinho-da-índia de Marshall enrolado em um plástico dentro do micro-ondas.

“Ele estava com frio. Eu estava tentando aquecê-lo”. Ele disse enquanto eu desligava a máquina. 

O porquinho não estava frio, estava morto. Marshal ficou bastante perturbado quando expliquei que o porquinho havia ido para o céu. Ele insistiu em dar um enterro descente ao bichinho, ele fez buracos em uma caixa de sapatos para que o porquinho pudesse respirar enquanto ele caminhava pro céu.

Marshall nem sempre entendia que havia criaturas delicadas. Quando dele tinha 7 anos, eu me distrai por um segundo no consultório médico, e ele jogou um livro dentro do aquário. "Esse monstrinho matou o meu peixe!" eu ouvi uma idosa gritar. 

Mortificada, eu retirei o livro do tanque, e ofereci um novo peixe, imaginando que eram daqueles peixinhos dourados que são mais baratos. Mas resultou que eles custavam em torno de $100 a $200 dólares cada um. Confie em Marshall para matar apenas os mais caros. 

A palavra mostro estava vinculada a descrição que as pessoas faziam de Marshall. Eu perdi o meu trabalho em uma loja depois que ele derrubou uma prateleira, depois saiu gritando pelo corredor de braços abertos.

"Tire esse monstro daqui agora!" o gerente gritou. Eu tentava defender Marshall alegando que ele era só uma criança. Mas o gerente não quiz escutar. "Ele não é uma criança, ele é um monstro" ele disse. 

Eu me afastei das minhas melhores amigas, Bonnie e Theresa, quando Marshall puxou o cabelo de uma senhora idosa e fez uma guerra de comida no restaurante que trabalhava. Ela dizia que ele era um pirralho que precisava apanhar, mas eu não ouvia uma palavra contra o meu filho. 

Escola era um problema também. Marshall odiava. Ele era pequeno para idade dele, então ele sofreu bullying desde o primeiro dia. Ele era um ótimo ator, constantemente fingia que estava com a perna machucada ou com dor de barriga. Eu o mimava dando a ele tudo o que ele queria, deixando inclusive, faltar a aula. 

Ele se agarrava em mim quando eu o deixava no portão da escola, e entrava em pânico se ele achava que eu iria a alguma lugar sem ele. Uma vez, ele me viu colocar a roupa suja no carro para levar para a lavanderia, e achou que eu estava indo embora e saiu gritando de casa. Ele estava em um estado tão apavorado que deixou o braço para traz quando uma porta de vidro deixou com ele. Eu peguei uma toalha e corri para fazer pressão em seu braço. Estava óbvio para mim (e depois confirmado pelo hospital) que ele ficou muito próximo de cortar a artéria principal de seu pulso. Foi muito próximo, eu estava com muito medo. Havia sangue para todos os lados. Eu rapidamente o levei aos hospital. Ele levou 12 pontos e tem a cicatriz ate hoje.

*Gasparzinho, o fanstasminha camarada.

10 comentários:

  1. agora fikei querendo ver essa cicatriz....
    hey Eliza, quantos caps tem o livro?

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    1. São +/- 20 cap. mas todos eles deste tamanho... são bem pequenos

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  2. meu deus sei que a vida dificil e tal , mais nao sei pq tive um ataque de riso nesse capitulo

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    1. quero ve se fose vc no lugar dele duvido ke vc era rir.sem noçao

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  3. Adorei saber mais sobre o Em, eu nao sabia q a mae dele tinha sofrido tanto, chorei sobre ele ter sofrido com o bullyng.

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  4. q tal amanhã vc posta o cap 6?

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    1. Rsrs não posso prometer isso.. ainda nem comecei o 6° - vou começar hoje ainda - mas não deve dar tempo de postar amanha...

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  5. nao sabia ke o eminem ja teve um amigo imaginario,entendo eminem ter pavor de escola quando se sofre bullying sei por ke ja sofri com isso mas graças adeus isso ja passo nao gosto de me lembrar disso por ke quem vive de passado e museu bola pra frente,ao fato de eminem ter sofrido bullying acho ke isso fez ele ser um vitorioso por passar pelos outros ploblemas tambem adimirarei ele hoje e sempre [MAYARA].........

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  6. Um dia eu cheguei em casa e encontrei o porquinho-da-índia de Marshall enrolado em um plástico dentro do micro-ondas.
    “Ele estava com frio. Eu estava tentando aquecê-lo”. Ele disse enquanto eu desligava a máquina.
    O porquinho não estava frio, estava morto

    ~OMG kkk´
    To amando Elisa, Obg !

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