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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

My Son Marshall, My Son Eminem. capitulo 6

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Capitulo 6

Saint Joseph teve um “boom” turístico nos anos 70 devido ao filme em preto e branco “Paper Moon, estrelado por Tatum O’Neal, 8 anos, e seu pai Ryan. Peter Bogdanovich usou vários locais do centro, assim como a ponte do rio Missouri.Tatum se tornou a pessoa mais jovem a ganhar um Oscar, e o filme continua sendo um dos meu favoritos. Capturou o charme da pequena Saint Joseph, algo que sempre admirei na cidade. Mas em 1979, com o fracasso do meu segundo casamento, eu precisava mudar de cenário. 

A salvação apareceu na forma de Nan. Ela morava em Warren, Michigan, com seu companheiro Johnny, e precisava de ajuda. Avô Johnny, como ele era conhecido, estava com diabetes avançada, e Nan tinha problemas cardíacos. Nan me escreveu uma carta me perguntando se eu podia ajudá-los. Eu trabalhava como assistente de enfermagem no hospital Methodist. Nan sempre esteve presente para mim, especialmente quando eu era mais jovem, então rapidamente eu larguei o meu emprego. Naquela noite eu coloquei as malas no carro, peguei Marshall e viajamos por dois dias pelo país. Cantamos a viajem inteira. Uma nova vida nos esperava. 

Warren é um grande subúrbio da região metropolitana de Detroit, apenas alguns quilômetros de distancia. Entre os anos 1950 a 60 a população passou de modestos 727 para 89.426 habitantes. Essa população duplicou em 1970 para 179.260. A razão dessa expansão é conhecida historicamente como “White Flight”. Enquanto os afro americanos se mudavam para Detroit, as famílias brancas saiam da cidade. As principais vias de Detroit foram nomeadas como 6 Mile, 7 Mile, 8 Mile, e assim por diante. Em sua maior extensão, 8 Mile é dotada de postos de gasolina, e pequenos shoppings, ela que divide a região de Detroit da região de Warren e outros subúrbios.

Nós mudávamos mais do que eu gostaria. Toda a vez que eu redecorava a casa, o proprietário gostava e decidia vender. Isto aconteceu pelo menos umas três vezes até que eu parei de permitir que os proprietários inspecionassem a decoração. Vivíamos em bons bairros, nunca moramos em um trailer. Eu sempre fui muito exigente sobre as casas, elas estavam sempre arrumadas e Marshall tinha tudo o que ele queria. 

Eu sempre quis uma família grande e achava que Marshall seria menos tímido se ele tivesse irmãos. Nós costumávamos doar seus brinquedos velhos para a caridade infantil da Igreja Católica. Um dia estávamos conversando com uma funcionaria do serviço social quando ela nos apresentou três pequenas irmãs, Barbara, Wendy e Tammy.  Elas tinham 14, 12 e 7 anos.   Elas já tinha passado por várias famílias de criação.

Eu não sabia na época, mas as garotas eram minhas parentes longínquas por parte de Nan. Quando tentamos ir embora, Wendy, que era considerava a mais lenta, agarrou a minha perna e não soltou mais. Eu ofereci ficar com elas pelo feriado. Antes de eu perceber elas já estavam morando com a gente assim como o seu irmão, Eric, 5 anos. 

Eu finalmente tinha a casa cheia de crianças como eu sempre quis. Tínhamos mais um quarto livre que ficou para as meninas. Tínhamos dois cachorros da raça dobermann, uma doninha, vários hamsters, e mais tarde um peixinho dourado e até filhotes de tartaruga, e a casa cheia de vozes de crianças. A única pessoa que não estava feliz era Marshall Ele tinha ciúmes da atenção que dava as outras crianças. 

Freqüentemente eu voltava para casa depois do trabalho, como secretária, e encontrava as crianças chorando do lado de fora. Marshall as trancava do lado de fora e se recusava a brincar com eles. Todas as noites nós sentávamos em circulo no chão para falar sobre os nossos problemas, mas Marshall não me deixava sentar perto de ninguém a não ser do lado dele. As vezes ele saia com raiva e não voltava a não ser que eu fosse buscá-lo. Com o tempo ele soltou o que o perturbava.

"Você ama mais eles do que eu", ele disse caindo em lágrimas. 

"Eu o abracei e disse "Eu amo você, você é meu filho, é o meu mundo. Se essas crianças forem embora você vai ficar sozinho e vai sentir a falta deles. Eu posso ser a mãe deles também?"

"Não" ele disse. "Você pode ser a irmã deles ou algo assim".

Marshall não queria me compartilhar, mas depois de nossa conversa houve uma pequena trégua. Ele exigia falar do dia dele primeiro que os outros quando sentávamos em circulo. Ele ficava com raiva e fazia caretas, pegava seus brinquedos de volta se algum dos garotos quisesse brincar.

A principio Wendy era distante. Ele se retraia em seu mundo chupava o seu dedo, mas logo ela começou a interagir. Ela copiava tudo o que Marshall fazia, e se recusava a usar vestidos, queria jeans como o Marshall. Depois de um tempo ela começou a conversar com os outros e ate a usar camisetinhas. Eu adorava cuidar dessas crianças. Bard, a mais velha, era rebelde as vezes, ameaçava a dormir na garagem com os cachorros ou fugir se eu não fizesse as coisas do jeito dela, mas no geral éramos uma grande família feliz. 

A vida não era fácil. Eu não recebia dinheiro para cuidar das crianças, apenas algumas doações de comida e remédios. Nós costumávamos brincar de Monopoly com essas doações, fingindo a compra e a venda antes de realmente usá-las.

Eu fazia compras no Samra Meat Market. O dono Sr. Samra era adorável. Um dia ele quis que eu conhecesse seu filho Fred Jr. que estava divorciado recentemente. Uma semana depois ou mais eu estava saindo do mercado com as mão cheias de sacolas e todas as crianças próximo quando um lindo homem me ofereceu ajuda. Ele disse que seu nome era Fred.

"Quantos filhos você tem?" ele perguntou olhando para Marshall, Eric e os outros. 

"Cinco", respondi.

"Wow, são muitos". Ele disse, "Não acredito que voê tem tantos, parece ser tão jovem". 

"Só um é meu filho biológico", eu disse a ele. "Eu cuido dos outros". 

Fred pareceu impressionado. Ele não havia tido filhos no casamento, mas ele era como uma criança. Ele era super divertido.  

Nós saímos só uma vez para jantar antes de apresentá-lo para as crianças. Ele era muito bom para o Marshall. Eles jogavam futebol juntos. Fred gostava de beber um martini ou dois depois do trabalho e uma vez caiu da árvore que ele subiu bêbado tentando apostar corrida com Marshall. 

Fred tinha uma linda pele bronzeada. Ele era baixinho de no máximo 1,60 de altura, mas tinha os músculos bem definidos. Eu costumava brincar com ele porque ele usava sapatos altos para fingir ser mais alto. 

Ele constantemente me pedia em casamento, mas eu sempre recusei. Eu o amava muito mas não via lógica em me casar de novo. Apesar da bebida, que ele normalmente bebia em segredo, nós éramos felizes.

Viajávamos muito. Fred estava tão excitado quanto Marshall quando viu as Cataratas do Niágara pela primeira vez. Eles mal podiam esperar para receber a poeira de água que levantava com a queda. Também dirigimos para Tennessee e ficamos em um adorável hotel na Smoky Mountains. Em outras ocasiões, pegávamos o carro e íamos ate onde dava vontade.

O único obstáculo era a mãe do Fred, que não gostava de mim e sempre dizia ao Fred que ele não precisava de uma família pronta. Mas sempre tentávamos ignorar as interferências dela.

Marshall chamava Fred de "Pai". Ele nunca fez isso com nenhum outro namorado meu. Na realidade, eles eram duas grandes crianças juntas. Pela primeira vez senti que tinha a grande família que sempre sonhei. 

Marshall e eu tínhamos um ditado, "Sempre que algo bom acontece com a gente, algo ruim acontece também".

E não demorou, nossa casa pegou fogo. 

Eu estava voltando para casa do trabalho quando vi a fumaça saindo pela janela. Marshall e as meninas estavam dentro da casa. Eu entrei e os retirei do local e liguei para 911. O telefone literalmente, derreteu na minha mão. Eu estava cercada de fumaça mas consegui sair. Fiquei no hospital por algumas horas por causa do monóxido de carbono, e as crianças também precisavam ser checadas pelo médico. Felizmente todos estavam bem. 

A fumaça e a água destruiu tudo o que tínhamos. As crianças tiveram que voltar para o orfanato. Não tínhamos roupas, móveis, nem um lugar para ficar. Fred voltou a morar com seus pais, ele não funcionava sob pressão, e sobrou para mim todo esse problema. Apesar de ter conseguido salvar uma coisa ou outra, a casa estava inabitável e nós tivemos que achar um novo lugar para ficar.

(N.T. Só para dar um "tease" a mais, no próximo que ela vai falar sobre o DeAngelo Bailey XD.)

9 comentários:

  1. legal, parabens pelo trabalho...

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  2. nossa ke mau sorte coitada ter ke recomeçar de tudo novo [MAYARA].........

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  3. Postem a noticia que o 50 Cent e o Eminem gravaram um novo video para o album do 50 Cent Street King Immortal.

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  4. quando vc vai postar o proximo capitulo? e quantos capitulos são no total? parabens pelo trabalho bem legal, nesse livro dela ela se coloca como uma OTIMA mãe tem partes q podem ser verdades mais tem horas q ela exagera e se faz muito de coitada se fosse td real o eminem não falaria td q falo sobre ela nas musicas!!!

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    1. concordo com vc algumas coisas devem ser exageros, mas como já foi dito por outro fan alguns dias atras "só eles é que sabem da verdade" e isso me faz lembrar de uma entrevista do EMINEM á qual ele diz que a graça de se fazer musica esta em deixar a duvida na mente das pessoas kkkkkk

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Cada capitulo mais interessante que o outro,valeu.....

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  7. puts isso sim que é uma vida complicada hein

    engraçado que até agora ela não falou nada sobre dependência em drogas...

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    1. claro q ele falou , ela comentou isso no primeiro ou no segundo cap. se ñ me engano

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