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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

My Son Marshall, My Son Eminem. Capítulo 8

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 Capítulo 8
A evolução de Marshall era lenta. Um dia ele conseguia amarrar seus cadarço; no outro ele esquecia. Era terrivelmente frustrante para ele, mas todos os dias ele melhorava um pouco. Ate que uma manhã, quase um ano apos o ataque, ele me acordou as 5 da manhã, ele estava muito feliz. Ele tinha se vestido sozinho e feito café da manhã.

"Olha", ele disse me puxando pela mão para me mostrar como ele tinha posto a mesa corretamente, e colocado cereal na vasilha. Ele até pegou o jornal e o trouxe para dentro para mim. Era como um sonho, as minhas preces foram atendidas. 

Algumas horas depois ele viu algumas crianças indo para a escola através da janela de casa. "Por que não posso it também?" ele perguntou. Eu estava encantada. Marshall tinha se recuperado. Eu liguei para o seu médico para contar a novidade - eu queria contar para o mundo inteiro - inicialmente ele estava cético mas concordou em fazer alguns testes em Marshall naquela manhã. Eu levei Marshall ao consultório e ele fez um electromiograma (EMG) e estudou as ondas do cérebro. O médico não acreditava na melhora dele. Ele não conseguia explicar. Eu disse que os milagres nunca falham, e ele concordou que a recuperação de Marshall nada mais era que um milagre. Mas ele alertou que qualquer outro dano na sua cabeça poderia matá-lo. Então eu comprei para Marshall um capacete de futebol e fazia ele usar o capacete para brincar na rua. Ele odiava, mas as outras crianças achavam legal - por um tempo todos queriam um também. 

Marshall amava andar de patins, jogar futebol e baseball. Eu o encorajava a jogar e a fazer amigos. Mas ele ainda era muito tímido na presença de estranhos. Ele entrou para os Escoteiros Mirins e se tornou muito amigo de um rapazinho chamado Ronnie. Eles eram inseparáveis. Ronnie, junto com seus dois irmãos mais novos, passam muito tempo em nossa casa. A casa estava cheia de criança novamente. 

Os pais constantemente me perguntavam, "O que você faz com o meu filho? Ele não quer ir para casa!" Eu nunca entendia porque eles perguntavam isso. Tudo que eu fazia era deixar as crianças brincarem, ajudava no dever de casa e fazia lanche para eles. Nós também jogávamos boliche e andávamos de patins - só que agora eu era muito super-protetora. 

Eu sempre gostei muito de música. Desde os 12 anos eu e Bonnie e Theresa íamos às gravadoras locais ouvir as bandas do bairro. O rádio estava sempre ligado em casa, e Marshall e eu costumávamos cantar na frente o espelho usando o pente como microfone.

O primeiro show que eu levei o Marshall foi o Talking Head - um sucesso deles é "Burning Down the House" um dos nossos favoritos. Todos estavam fumando e quando alguém passou um para mim e eu tomei um trago comecei a tossir na hora. Passei logo o cigarro para frente, eu quase desmaiei; o chão girava ao meu redor; eu me sentia enjoada. Eu tentei andar mas não conseguia. Um cara do meu lado começou a rir quando eu perguntei o que era no cigarro. Ele disse que era maconha, misturada com algum tranqüilizante para elefante. O show estava quase no fim e eu e Marshall saímos. Eu só queria me deitar, me sentia muito estranha. Um amigo me ajudou a chegar em casa. 

Essa foi a única fez na minha vida que fumei maconha. Por sorte isso não impediu que eu e Marshall fossemos a mais shows. 

No próximo nós vimos Stivie Nicks. Marshall amou cada segundo do show. Ele estava a minha frente, interpretando e cantando cada sucesso do show, incluindo os antigos de Fleetwood Mac como "Rhiannon". Para uma pessoa que era incapaz de memorizar a rima mais simples de pois do ataque, ele interpretava como um campeão. 

O meu irmão Todd tinha uma guitarra, e alguns amigos tinham teclados. Mas Marshall não tinha interesse em instrumentos musicais, desde muito jovem, em qualquer lugar, seja no banco do carro, no sofá ou em sua cadeirinha. Quando ele estava cansado ele balançava  e cata rolava ate dormir. 

Ao ficar mais velho ele sempre tinha uma música na cabeça. Ele passava as fitas no som, inúmeras vezes escrevendo algumas rimas.   

Marshall e eu escrevemos uma poesia juntos. Eu trabalhei por várias horas ate escrever algo bom, mas ele sempre conseguia escrever uma linha na velocidade da luz. 

Quando eu perguntava Marshall o que ele queria ser quando crescer ele apenas encolhia os ombros. Eu sempre achei que ele seria um ótimo vendedor ou leiloeiro - ele soltava rimas tão rápido que ninguém conseguia entende-lo. Eu me preocupava porque ele era asmático, mas ainda assim, ele quase nunca parava para respirar. 

Por um tempo ele queria ser cientista. Ele era fascinado por dinossauros e tinha vários livros sobre o assunto. Ele me questionava constantemente sobre a origem dos dinossauros e porque eles foram extintos.A teoria da evolução era intrigante para ele.

O seu outro amor era o Nintendo. Ele facilmente vencia dos outros garotos. 

Ate o meu irmão Todd que adorava o Marshall, sempre foi uma figura paterna para ele, constantemente me repreendia por que eu o mimava de mais.  Ele admitiu que ele dava uma gravata em Marshall - quando eu não estava olhando - como forma de repreende-lo quando ele se comportava mal pela comida. Ele não o machucava, era o suficiente para chamar a atenção. 

"Escute mana" dizia o Todd, "Quando você deixa aquele menino comer toda a pizza, tirar a comida do meio, e depois desperdiçá-la, é de mais, ate mesmo para mim". 

Todd estava certo: Marshall sempre pegava um pedaço de panqueca ou waffle, comia um pouquinho e depois exigia algo novo. Mas depois de tudo o que ele tinha passado, eu só queria que ele fosse feliz. Eu nunca poderia ser grossa com ele. Eu queria que ele tivesse tudo e qualquer coisa que seu coraçãozinho desejasse. 

A recuperação de Marshall depois daquele ano foi rápida. Mas depois de sua ansiedade inicial para voltar para escola, logo virou um problema novamente, faze-lo frequentar as aulas. Eu não queria envia-lo de volta a Dort Elementary, mas todas as vezes que eu o deixava em uma escola nova, dias depois ele queria sair dela. Bastava apenas ele ter a impressão de que uns garotos estavam implicando com ele, ou que o professor não gostava dele e eu o deixava faltar as aulas. Eu sempre acreditei em Marshall, nunca o questionei. Ele parecia verdadeiramente feliz quando ele estava em casa, fazia desenhos, lia revistinhas em quadrinhos, ou escrevia poemas. Quando ele voltava para cada da escola, o que quer que seja que o incomodava, seja dor de estomago ou qualquer outra coisa, milagrosamente desaparecia, e ele queria ir para a rua jogar futebol ou basquete. Eu falava que ele parecia um gambá, que voltava a ativa depois de se fingir de morto. 

Eu vigiava Marshall constantemente. Eu já era super-protetora antes do ataque, e agora ficava mais atenta ainda. Eu cheguei muito perto de perde-lo uma vez, e não queria passar por aquilo de novo. Marshall sempre foi muito bom em me enrolar e sabia disso. Então obviamente, quando ele estava triste em uma escola eu tomava o seu lado. Cada vez que alguém implicava com ele nós nos mudávamos. Eu nunca o questionava, eu só queria que ele se sentisse seguro. Acho que posso dizer que ele passou por mais ou menos 20 escolas diferentes. Eu queria que ele soubesse que eu faria qualquer coisa para protegê-lo e afastar os seus medos. Mas o fantasma de DeAngelo Bailey ainda o perseguia. Marshall demorou muitos anos para superar esse medo de pessoas que o lembravam de Bailey. O médico dizia que era estresse pós-traumático. Como os veteranos do Vietnam que tem alguns flashes da guerra, cada vez que ele via alguém que o lembrava de Bailey, ele entrava em pânico. 

No carro ele se escondia em baixo do acento ou abria a porta do carro e saia correndo se ele achasse que viu Bailey. Eu rapidamente estacionava e o segurava e fazia o que tinha de fazer para acalmá-lo. Depois ele não se lembrava de nada, era como se houvesse um apagão na sua memória. 

Um dia ele estava andando junto na linha da calçada com os braços para cima, e um garoto maior veio em sua direção fazendo a mesma coisa. Marshall saiu correndo e veio em minha direção. 

'Mãe, Mãe.. ele veio me pegar" ele chorava. O outro garoto ficou muito triste, sem entender o que tinha acontecido - ele só estava querendo fazer um amigo. Mas Marshall estava histérico, com dificuldades para respirar. 

Eu peguei o meu filho nos braços e disse a ele: "Foi uma coisa horrível que aconteceu com você, mas Deus não quer que você tenha medo de todo garoto negro que se aproximar de você. Qualquer um poderia ter feito isso com você, um garoto branco, amarelo, verde.."

Eu perguntei se ele queria voltar para brincar com o garoto, mas ele negou, era possível ver o medo estampado em seu rosto.

Os ataques de pânico continuaram, cada vez que um garoto maior o lembrava de Bailey, Marshall congelava. Depois as lágrimas começavam a cair. 

Eu chamava os garotos da idade dele e os convidava para ir la em casa, queria ter certeza que Marshall tivesse diferentes amigos. Eu não acredito que haja crianças ruim, apenas há o mau comportamento. Eu disse a Marshall que as pessoas de todas as raças eram boas e alguns se comportam mal como o Bailey. Gradualmente o seu medo foi desaparecendo.

4 comentários:

  1. "Olha", ele disse me puxando pela mão kkkkkkk que bonitinho

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  2. foi daí que surgiu a música "Brain Damage" do The Slim Shady LP

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  3. ELA DIZ UM SEGUINTE KE FAZERIA DE TUDO PARA PROTEGELO,PELO O KE ALA DIZ ELA ERA UMA SUPER MAE JA O EMINEM DIZ O CONTRARIO EIS A KESTAO....[MAYARA]......

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    Respostas
    1. Ela não era uma super mãe, isso é o que ela quer que você pense!
      Ela maltratava o Marshall! O Eminem sempre disse isso, desde do começo de sua carreira!

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