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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tradução: "My Son Marshall, My Son Eminem" Cap. 2

Para ler os anteriores clique aqui
Abaixo o capitulo 2:
Capitulo 2
Você pode se casar - com a permissão dos pais - aos 15 anos no estado d Missouri. Uma noite, depois de uma briga em casa, eu disse a Bruce que fugiria de novo. Eu não agüentava mais cuidar de meus irmãos, as tarefas, meu padrasto bêbado, as brigas constantes com minha mãe. Para minha surpresa ele me propôs em casamento. E é claro eu disse sim. Eu estava apaixonada. Inicialmente minha mãe se recusou a dar a permissão.

Eu costumava a freqüentar o Jonas Coffe House para ouvir música. Eu assistia com carinho enquanto Bruce batia com os lápis na mesa, fingindo ser o baterista. Ele estava curtindo heavy metal e deixava seus cabelos soltos enquanto ele brincava com a bateria imaginária. Ele tinha as maças do rosto salientes de um descendente dos índios Blackfoot e costumava falar que a família Mathers era descendente de bruxos.

Ele brincava comigo dizendo "é melhor você se cuidar quando for dormir: eu viro um vampiro". Com isso ele mostrava os dentes para mim. Era só uma brincadeira, mas eu tinha tanto medo da violência que eu costumava me esconder. Bruce me abraçava com seus grandes braços, me dizia para não me preocupar.

Bruce tinha dois primos, que eram ótimos. Eles cuidavam de mim. Alem de Theresa e Bonnie nossas amigas. Nós éramos um grupo grande e feliz ficávamos horas no parque local. Alguém sempre tinha um violão, então nós sentávamos em circulo cantando ou conversado ate a policia chegar, por volta da meia noite. Eles mandavam a gente se retirar do local. Ate onde eles sabiam éramos um grupo de hippies que não era legal terem ali.

Não que tudo fosse um paraíso perfeito. Bruce e eu discordávamos quando o assunto era sexo. Ele queria imediatamente. Eu queria esperar ate o casamento.  Mesmo que eu agisse como uma mãe para meus irmãos eu sentia que vivia uma vida cheia de tarefas e escravidão, eu só tinha algumas idéias sobre a maternidade.

Minha mãe católica me ensinou muito cedo que sexo era algo sujo. Quando eu tinha 13 anos e minha primeira menstruação veio, ela disse, "agora os homens virão ate você, e você vai estar grávida antes mesmo de você saber". Ela nunca me falou sobre os pássaros e as abelhas, mas Theresa me ajudou com o medo dizendo que se um rapaz me abraçar, eu ficaria grávida. Eu tive o meu primeiro "susto de gravidez" alguns meses depois quando um jovem rapaz chamado Mark tentou se aconchegar em mim no cinema drive-in. Eu o empurrei, e fui direto para casa.

Eventualmente eu contei a Theresa que chorou de rir do caso, depois me levou a sua casa para a mãe dela conversar comigo sobre os pássaros e as abelhas.

Bruce foi o meu primeiro namorado. Ele tinha experiência, mas essa coisa me botava muito medo.Nós nos beijávamos muito, toda hora, e sempre suas mão arrumavam um caminho para as minhas roupas. Era inevitável que ele iria procurar por sexo em outro local. Eu ouvia boatos que ele me traia, mas ele sempre negava. Eu queria acreditar nele. Eu queria que tudo desse certo entre nós. Então eu fechava meus olhos, e pensava só no futuro de nós dois juntos, com isso eu entreguei para ele a minha virgindade. 

Mas não foi o suficiente. Alguns meses depois eu estava no telefone com o Bruce quando uma vadia local bateu a sua porta. Ela era louca por ele e não se importava em esconder isso de mim. Eu gritei para Bruce no telefone não deixar ela entrar, mas ele alegava que só eram amigos e me falava que não havia razão para ciúmes.Eu bati o telefone na cara dele e fui correndo até sua casa. Ela me ouviu gritando e fugiu pela porta de trás. Eu disse a Bruce ali naquele momento que não mais me casaria com ele e sai. Ele me perseguiu e me segurou pelos braços, implorando para acreditar que nada havia acontecido. Eu queria acreditar nele, eu realmente queria, mas as minhas inseguranças da infância sobre ser feia e inútil, vieram à tona. Não ajudou quando ele depois confessou que havia - uma vez - dormido com ela. Ele alegava que não havia significado nada, e novamente ele se pôs de joelhos e me propôs em casamento. 

Minha mãe finalmente deu a permissão para me casar. Eu deixei o termo de consentimento com ela quando ela estava doente no hospital, eu não me importei em checar as assinaturas algumas horas depois quando busquei o documento. Minha cabeça estava cheia com os planos do casamento e não percebi que tinha sido a minha tia Martha que forjou a assinatura da minha mãe no papel. 

Eu abandonei a igreja Católica - apesar disso a culpa pelo sexo ainda continuava e foi assim por anos - por volta da época que minha mãe começou a sair com Gilpin. Ela usava as idas à igreja para poder vê-lo. Eu tentei várias religiões, até fui Testemunha de Jeová por um tempo. No verão de 1970, eu freqüentava a igreja Assembléia de Deus em um porão no shopping Saint Joseph East Mills. Bruce só me acompanhou uma vez para me dar segurança ao conhecer a igreja. Eu achei aquela capela perfeita para o nosso casamento.

Nos casamos em 20 de setembro de 1970. Eu usava um vestido longuete cor creme com um colete de veludo vermelho. Bruce usava um terno adaptado. Meu pai apareceu para caminhar comigo pelo corredor da igreja. Minha mãe estava lá também, finalmente eu tinha a sua bênção. Todos os meus amigos e familiares apareceram, junto com o pais de Bruce, Marshall e sua mãe, Rae. Eu era a noiva mais feliz do mundo -  mesmo que a cerimônia fosse ilegal porque a assinatura do consentimento não era da minha mãe, mas na época eu não sabia disso. 

Não podíamos pagar por uma lua de mel. Mas de qualquer forma eu ainda estava na escola e Bruce não podia deixar o seu emprego na madeireira Missouri Valleu Veneer. Não foi fácil encontrar uma casa. Todos em Saint Joseph que tinham cabelos compridos eram considerados hippie, então Bruce amarrava seus cabelos e usava um boné.

Eventualmente nós achamos um apartamento duplex no Sul na Rua 11, imediatamente eu me preocupei em tornar aquele apartamento em um lar. Minha vida se resumia em fazer Bruce feliz. Meus irmãos ainda passavam algum tempo comigo. Bruce ficava com raiva se eles viessem visitar durante o dia no seu horário de dormir para ir para o seu turno da noite, então eu os tirava de casa e os levava ao parque. Depois eu cozinhava para nós uma grande refeição e Bruce ia para o trabalho. Às vezes eu ia ate a fábrica e levava um lanche para ajudá-lo em seu turno. Eu adorava passar tempo com ele.

Nos finais de semana ficávamos com nossos amigos hippies, íamos a festivais de musicas e feiras. Adorávamos quando o circo estava na cidade. Às vezes saíamos só para ouvir música. Era engraçado: eu tinha idade o suficiente para me casar, mas não para beber. Não que isso importava, eu não suportava álcool.Ele destruiu a minha família. Então quando Bruce comprou um velho Chevy Camaro vermelho, que depois nós trocamos por um Volkswagen, eu sempre era a motorista. Nós viajáramos às vezes, por duas horas só para ir a uma feira. Alguns de nossos amigos usavam LSD ou maconha, mas eu não curtia nada disso. Eu comecei a fumar cigarros aos 13 anos. Esse era o meu único vicio, mas às vezes eu conseguia largar por um tempo.

Uma vez no festival Bruce ficou paranóico que a policia estava atrás da gente. Eu virava procurando os oficiais mas não via ninguém. Ele me jogou dentro do Túnel do Amor. Enquanto eu estava sentada no barco ele retirou do seu bolso um pequeno embrulho.

"Aqui coma isto" ele disse colocando o embrulho em minhas mãos. Eu não tinha idéia do que era, mas como ele estava sendo muito insistente eu comi. 

O barco começou a andar pelo túnel escuro. Mas eu podia ver as cobras subindo pelas minhas pernas. Eu fechava os olhos - alguém certamente misturou o Túnel do Amor com a Cassa dos Horrores. Eu sentia as cobras andando pelo meu corpo. Eu sentia as cobras andando pelo meu corpo. Eu abri os olhos e implorei para Bruce me tirar de la. Ele riu como um maníaco. era como se ele tivesse se transformado em um monstro com garras e chifres. 

De alguma forma Bruce me tirou do barco. Quando seus primos encontraram com a gente eu ouvi ele dizer "Ele teve êxito com a barra laranja".

Eu não tinha ideia do que ele estava falando, e eu não entendia por que eles não me levavam a um hospital. Eu queria correr mas minhas pernas não me respondiam. Ate andar era difícil. O chão ficava subindo. No caminho para casa começou a chover; cada gota tinha uma cor diferente. Bruce dizia que eu precisava comer e que isso ia passar. Mas cada vez que eu tentava a comida fugia do meu prato. Eu fiquei acordada por três dia inteiros. Eu achava que a chuva de arco-íris nunca iria embora.

Bruce finalmente me disse que naquele embrulho tinha era LSD. Ele disse que estava vendendo para ganhar mais dinheiro. Ele também me disse que havia falado para eu esconder o papel na minha boca e não comer.  Eu não acreditava que meu próprio marido havia me drogado. Ele poderia ter acabado com a minha vida. Mas como sempre, eu perdoei ele. 

Eu larguei a escola. Foi estúpido, realmente, porque eu era brilhante, sempre ajudava minhas amigas com o dever de casa. Mas eu tinha 16 anos e já era casada. Fazia sentido me concentrar no meu casamento.

Quando Bruce e eu celebramos o nosso primeiro aniversário de casamento foi em um jantar caseiro e romântico, e eu agradeci a ele por me fazer feliz.

A única coisa que faltava era com que eu ficasse grávida, Eu mal podia esperar para sermos pais. A cada dois meses mais ou menos eu fazia os testes, mas não era para ser. Os médicos me falavam que eu era muito magra e estava abaixo do peso. Não era culpa minha. Eu comia muito mas era naturalmente magrela. Os médicos me falavam para ir para casa, engordar e relaxar. Ele me dizia para ser paciente que logo eu iria engravidar.

Minha mãe se divorciou de Gilpin, e casou com Ronald Polkinghan, e logo ela estava grávida de seu sexto filho.

Eu acho que para Bruce não foi fácil começar uma vida de casado. Seus pais o amavam muito e ele só tinha uma irmã mais velha, Carol Sue, que estava no exercito, servindo no Japão.Ele nunca teve uma família como a minha. 

Ele prometeu que nossos filhos não iriam sofrer como eu sofri. Eu rezava todas as noites para engravidar. Em janeiro de 1972, minhas preces foram atendidas. Depois de 16 meses de casamento, finalmente, eu estava grávida.

10 comentários:

  1. Depois desse, vc pode traduzir o do segurança dele!

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  2. nossa tudo que existia de bom nela deve ter sido transferido pro marshall quando ele nasceu...

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  3. ow que mais que vcs querem que ela traduza eim?? pelo amor, isso da trabalho não é assim não...

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  4. É bom pra gente ver tbm que a vida da mãe dele tbm foi difícil, ela nunca teve um lar normal sempre teve os padrastos alcoolatras que tentavam abusar dela, brigas com a mãe, um marido doido que abandonou com um filho e nunca mais voltou... Jesus. Ela conta essa história no dvd Eminem A.K.A eu tenho ele.

    Parabéns pela tradução, esse realmente é o melhor blog, quando estamos numa época como essa sem muitas notícias do Em, sempre vem com alguma novidade mara como essa :)

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  5. nosso muito bom to anciosa pra saber o restante da historia ass:MAYARA

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  6. Galera adoraria traduzir/legendar tudo que sai do Eminem ai...Mas isso demora um pouco.. :p

    Vamos com calma lol
    Terminar esse da Debbie primeiro e dependendo ja começo outro livro.

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  7. A gente nunca para pra pensar qe ela tbém sofreu, ela era uma pessoa normal como a gente tinha tudo pra ser uma mãe normal e legal, mas tem qe ver o capitulo 3
    Ah parabéns e gente para de pedi deixa ela traduzir este livro, e depois vocês veem o qe qerem é dificil parabéns Elisa, esse é o melhor blog brasileiro de fãs do Eminem '-'

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  8. Pra mim ela dá uma romanceada as vezes na história... Aham Claudia xD
    Mas é ótimo conhecer a história dela e a versão dela, obrigada Elisa! Seja fã do mês 1x para compensar esse trabalho ^^

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  9. nossa ela foi mãe muito cedo

    só não sei pq se o amor era tão grande eles dois pq ele fugiu então?

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