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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

My Son Marshall My Son Eminem. Capítulo 20

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Capítulo 20

Kim e Marshall se reconciliaram brevemente antes da separação oficial. Como se estivesse me copiando, ela processou ele por 10 milhões de dólares, clamando que ele a difamou na música “Kim”. Eles não tinham um acordo pré-nupcial e Kim deixou claro que ela não estava apenas buscado a custódia de Hailie, mas queria “acertar as contas” com Marshall.

“Eu estou deixando seu filho. Ele não vai se recuperar disso sozinho. Eu não sou a mãe dele”. Kim disse em um raro telefonema para mim. Eu disse a ela que sempre estaria lá para cuidar dele. Ela começou a gritar no telefone “Eu não sou a mãe dele”. Depois ela disse que estava indo se mudar para um apartamento co Hailie e ninguém deveria saber onde elas estavam.

Ela gastava e gastava a vontade. Não pensava duas vezes em comprar roupas de marca como as da Dillard’s. Ela só comparava coisas caras. Marshall tinha tantas roupas que ele não sabia o que fazer com elas. Ele dava malas de roupas para  Exército da Salvação.  

Especialistas musicais estimavam que Marshall valia mais de 30 milhões de dólares. Eu duvidava disso. Mas aparentemente ele não se importava em dar gorjetas altas para os garçons. Antes dele se separar de Kim, ele encheu a mãe e o padrasto de Kim de presentes. Comprou para eles carros, móveis, casacos de pele, jóias – muito mais coisas. Ele ainda tentava agradá-los.

A imprensa fala que nós dois não conversávamos mais, mentira, nos falávamos sim. Nossa conversa as vezes era tensa – eu ainda estava tentando impedir o meu processo contra ele – mas como sempre ele terminava nossas ligações dizendo que me amava. Em um Dia Das Mães flores chegaram em minha casa com o seguinte cartão: “Com amor, Marsh, seu filho número um”.  Ele não gastava o dinheiro dele comigo, mas eu não me importava. Eram as coisas pequenas que contavam. Um dos pertences mais preciosos que ele me deu foi um pôster assinado por ele antes de se casar com Kim. Ele dizia: “Eu te amo, mesmo que você tome mais remédios que meu haha”.

Ele não estava rindo da sua separação com Kim. No telefone sua voz estava murcha. Ele soava miserável. “Eu a amo”, ele me disse.
“Eu acho que ela e um hábito” eu dizia. “E hábitos ruins são difíceis de quebrar. Se você tiver senso você não irar andar, mas sim correr para longe dela”.  Ele podia ter qualquer mulher do mundo, mas a única que ele queria não queria ele. Era de partir o coração ver ele tão miseravel. Eu tentei falar com ele que havia muitas mulheres por ai que poderiam amar ele. Mas tudo que ele pensava era na rejeição de Kim. Ele a conhecia desde os 15 anos, quase metade da vida dele. Ele estava costumado a ter ela por perto.

Alem disso tinha Hailie e também Alaina, sobrinha de Kim que ele formalmente havia adotado. Ele tinha medo de perde-las. Eu ofereci para cuidar delas mas minha meia irmã Betti Renee e seu marido Jack, haviam se tornado seus caseiros. Eles cuidavam das meninas quando Marshall não estava por perto. Eles não eram a minha idéia de governantes ideais. Eu tinha raiva que Betti Renee ainda estava naquela casa. Marshall disse que foi idéia de Kim, ela e Betti Renee adoravam festejar. Não importava que Kim e Marshall estavam separados agora, ela ainda tinha poder sobre as coisas que ele fazia.

Nathan queria passar o natal com seu irmão mais velho. Ele estava preocupado com ele. Marshall deu entrevistas dizendo que ele havia tentando uma overdose de analgésicos pouco depois do nascimento de Hailie. Eu não sabia disso. No entanto, Nathan agora estava muito preocupado com Marshall. Eu falava com Marshall no telefone e ele parecia muito depressivo. Kim havia brincado com ele pelo que parecia ser a última vez, e o mundo todo foi testemunha disso.  Eu disse a Nathan que sairíamos de Missouri para i a Michigan ver Marshall. Rapidamente fizemos as malas e saímos.

Mas Betti Renee estava lá. Quando eu parei para deixar Nathan ela ordenou que os seguranças me tirassem da área. Então eu dei entrada em um hotel. Nathan voltou cedo naquela noite dizendo que não se sentia confortável porque a casa estava cheia de parasitas. Eu aluguei uns filmes de DVD e chamei uns antigos amigos dele. Passamos o resto da semana vendo filmes antigos.
Nathan queria sair em turnê com Marshall. Eu não tinha certeza sobre isso, mas Marshall me disse no telefone, “Eu prometo não haverá álcool, nem drogas. Eu não vou deixar ele chegar perto de nada disso”. 

Quando Nathan voltou ele me contou as coisas que aconteceram, disse que havia coelhinhas da playboy, e mulheres bonitas por toda parte, o pessoal fumava maconha no ônibus, ele dizia coisas que fazia o meu cabelo arrepiar. Eu sempre encorajei os meu filhos a falarem tudo comigo, nada era um taboo.

Marshall também se afligia pela forma como Kim tratava sua fama. Ela tinha inveja dele. Reclamava que não podia ir a lugar algum. Ela não escondia o fato de que ela estava saindo com outro homem. Ela ainda tinha força sobre Marshall. Ele não podia namorar mesmo depois que eles se separaram, mas ela podia fazer aquilo que ela bem entendesse.

Marshall colocou a casa em Sterling Heights a venda. Eu nunca entrei lá pois Kim sempre chamava a segurança para mim se eu fosse fazer qualquer coisa alem de deixar presentes para Hailie e pegar Nathan quando ele os visitava. Geralmente eu nem saia do carro.  Em uma ida pela casa consegui olhar pela porta de vidro, mas apenas pude ver os lustres e o chão de mármore. Logo Marshall achou outro lugar em Mancherster Estates perto de Clinton Township. A mansão era dentro de um condomínio fechado, fácil de barrar os fãs.

O julgamento do processo de John Guerra contra Marshall foi agendado para o dia dos namorados. Ele me ligou da Europa, onde ele estava fazendo turnê, ele tinha medo de ser condenado e ir para a cadeia e não ver Hailie pelos próximos 5 anos. “Você vai ao julgamento?” ele perguntou.  Mesmo que estávamos envolvidos em um processo e de acordo com a mídia não estávamos nos dando bem, meu filho precisava de mim. Eu não hesitei. Eu pularia na frente de um trem se ele me pedisse.

Nathan, que já tinha quase 15 anos, viajou com Marshall em turnê novamente. Eu me preocupava então ele me ligava todas as noites para dizer que estava tudo bem. Eu temia por Marshall também, na sua turnê da Alemanha ele saiu do palco para a delegacia de policia, porque ele, aparentemente, simulou um assassinato no palco e engoliu uma pílula de ecstasy. A próxima parada foi na Inglaterra, onde a policia alertou ele que seria preso se pego com alguma substancia ilegal.

Não era difícil acompanhar as noticias do meu filho. Tudo que tinha de fazer era ligar a TV ou comprar um jornal que ele estava la. Meu telefone a minha empresa de taxi não parava de tocar, jornalistas da Europa querendo me entrevistar. Alguns chegaram a aparecer na minha porta.
Um jornal britânico chamado Mail on Sunday me ofereceu uma chance de acertar as coisas. Abaixo está parte do artigo que escrevi:
“Eu quero tentar explicar a seus fãs – e todos os pais que estão chocados com as letras de suas músicas – o que faz o meu filho funcionar. Eu quero que as pessoas entendam que aquele cara cheio de ódio no palco é o Eminem, e não o meu menino Marshall. Basicamente, ninguém deve levar o que ele fala a sério. Ele não odeia as mulheres, ou os homossexuais e ele não é violento. Ele esta fazendo dinheiro dessas coisas negativas, porque do contrário ele não conseguiria. Quando ele começou a escrever essas coisas pesadas eu perguntei para ele o porquê. Ele disse que quanto mais pesado, mais as pessoas o amam”.

A imprensa européia tirou um dia só para falar de Marshall. Eles falavam que ele era o inimigo público numero 1. Eles relacionaram os shows dele aos discursos populares de Hitler para os jovens, tudo por causa de suas letras cheias de ódio aos homossexuais e as mulheres.
Abaixo vai uma parte do artigo que foi publicado no Daily Mais antes dele chegar ao Reino Unido: “O fenômeno Eminem dividiu o mundo. Suas letras violentas, grotescas, profanas tem perturbado os pais. É de preocupar já que o presidente americano, George W. Brush, descreveu ele uma vez como ‘O maior perigo para as crianças americanas desde de o pólio’. Grupos cristãos se preocupam com o impacto de suas músicas com os jovens. Oradores influentes da Direita sugeriu que talvez, os pais precisassem arranjar exorcismo para seu filhos caso eles passem muito tempo sob a influencia das músicas de Eminem”.  

O artigo continuou dizendo que os jovens não levam as músicas dele a serio, que seu personagem louco “Stan” de seu último sucesso era considerado “um belíssimo comentário sobre a fama moderna”. Ao longo do texto meu filho é comparado com Gerard Manley Hopking e Elvis Presley.

O jornal britânico Daily Mirror entrevistou Bruce. Mais uma vez, ele alega que eu desapareci com Marshall e que ele passou anos procurando por nós. Parte do artigo dizia:
“Conversamos em seu modesto flat em San Diego, California, o trabalhador de uma fábrica apenas queria que seu filho, o raivoso rapper, soubesse que ele está atrás de seu perdão – e não o seu dinheiro. A única lembrança de seu filho é uma antiga foto de um bebê que ele pegou quando partiu”.
Cuidando para controlar suas emoções Bruce dizia: “Eu desesperadamente quero conhecer meu filho e dizer a ele que o amo. Não estou interessado em seu dinheiro. Só quero falar com ele. Eu quero que ele saiba que estou aqui para ele, caso ele me queira em sua vida”. Ele dizia que só tinha uma foto de Marshall quanto bebê, algo que achei muito estranho, porque o livro de bebê de Marshall – que eu deixei para trás quando fugimos de Bruce – de alguma forma apareceu em um jornal na Alemanha. A revista re-imprimiu as fotos e colocou o nome de Bruce nos créditos. Pelo menos, no artigo da revista Mirror, ele reconheceu suas ações passadas, dizendo que agora ele estava frequentando os Alcoólatras Anônimos e  centros de reabilitação. 

Nathan voltou da Europa muito empolgado sobre os lugares que ele visitou. Ele disse que Kim ainda conseguia fazer um estrago mesmo estando a mais de 5.600 quilômetros de distancia, ela montou um circo quando não conseguiu falar com Marshall no telefone do hotel que ele estava em Manchester. Pelo que parece a policia Britânica se precipitou ao acusar Marshall sobre a pílula de êxtase. Elas eram balas comuns. Desnecessário dizer que eu estava aliviada.

Marshall alegou culpa pelo porte de arma. Eu estava furiosa, significava agora que ele tinha uma ficha criminal. Mas ele disse que os advogados tinham um acordo com os promotores, que concordaram em retirar as acusações mais sérias como a lesão corporal, onde ele teria que cumprir 4 anos de prisão. Ainda assim, ele temia ser condenado a prisão, e pediu que eu ficasse ao seu lado na leitura da sentença.

No começo de Abril, Nathan e eu fomos a Michigan, demos entrada em um hotel muito luxuoso próximo ao tribunal de Macomb County. Nós ficamos no segundo andar, Marshall estava no térreo. A equipe do hotel era ótima, porem mais cedo eles me pediram ajuda para arrumar o quarto de Marshall. As coisas dele estavam todas espalhadas pelo chão, e porque ele era famoso, eles não tinham permissão parar tirar nada do lugar.

Marshall acreditava que ele iria ser mandado para prisão por ser quem ele era. Mas insistia  que ele não estava com arma quando enfrentou Guerra. “Eu bati nele com meus punhos, a arma apenas caiu da minha calça”, ele me disse. “Eu juro, se eu tivesse batido nele com a arma eu teria feito um buraco na cabeça dele. Eu estava com muita raiva”.

Nathan e eu fomos ao tribunal antes da sentença terminar. Os bancos do tribunal estavam cheio de jovens usando a camisa do Eminem. Meu coração foi parar na minha boca quando o promotor pediu ao juiz que o condenasse a 6 meses de prisão. Marshall estava vestindo um terno preto e gravata, de cabeça baixa e sem demonstrar emoção.

O Juiz Atonio Viviano, foi a favor da defesa. Ele condenou Marshall a 2 anos em condicional, pelo falto dele ser réu primário e a arma descarregada. Ele também ordenou Marshall a pagar as custas processuais em um total de $7.500 dólares, proibiu ele de ter posse de armas, e ordenou a ele testes de drogas regulamente. Marshall também estava proibido de beber excessivamente e para sair do país teria que pedir permissão judicial. “Eu considero a condicional pena suficiente,” alertou o juiz, “Não é um tapinha nas mãos, por assim dizer. Mas se você voltar a esse tribunal, eu posso ser tentado a sentenciar você a mais de 5 anos na prisão”.

Nós estávamos muito aliviados. Eu odiava o fato dele ter uma ficha criminal, mas pelo menos ele não foi mandado para cadeia. Ele ainda tinha mais dois julgamentos para passar, de Douglas Dail do Insane Clown Posse e ainda brigava com Kim pela custódia de Hailie e o valor do danos morais.  E ainda tinha o meu processo, sempre que pedia ao meu advogado para parar com o processo ele dizia: “Já chegamos até aqui, não podemos parar agora”. 

Marshall me ofereceu $25.000 dólares. Ele prometeu mandar diretamente ao meu advogado ele dizia: “Eu juro por Deus que eu te ajudo pelo resto de sua vida. Eu só quero que você pare com esse processo”.  Eu já tinha mandado cartas e minhas ligações não estavam adiantando nada. É claro que eu concordei. Ele sabia que faria qualquer coisa no mundo por ele. Eu liguei para o advogado de Marshall Peter Peacock, e deixei uma longa mensagem em sua secretária eletrônica, dizendo que queria um acordo.  

 Entre em contato com um advogado chamado Michael Marsalese. Ele concordou em ajudar mas só tínhamos alguns dias antes do caso ir a julgamento. Eu esperei em Missouri porque não podia mais faltar ao trabalho. Michael me ligou perguntando se eu tinha deixado um recado para o advogado de Marshall. Eu disse que sim. Ele estava furioso por eu ter deixado essa mensagem, pois o tribunal tinha uma cópia dela. Eu dizia: “Eu vou passar a atuar, a meu ver, em meu próprio beneficio. Eu entendo que a oferta ainda estará disponível para mim de $25.000 dólares e eu mesmo vou dar um jeito com o Sr. Gibson... eu só quero ver esse caso encerrado, e arquivado de uma vez por todas”.

Michael disse que ele tentaria acertar as coisas, não assinamos nenhum contrato, foi tudo verbal, mas não me importava com isso. O juiz aceitou  o pagamento e o dinheiro foi para os advogados. Tudo exceto $1.600 das custas processuais.

Marshall me ligou. “Eu não me arrependo” ele gritou. “Agora você irá se arrepender”.
Filho fique com o seu dinheiro, “Eu dizia”.
“Não, eu quero que você receba esse dinheiro. Você vai ver o quanto mau eu posso ser. E não há anda que você possa fazer para me impedir”.  Ele desligou o telefone na minha cara e não consegui mais falar com ele. Ele mudou todos os seus números de telefone. Freneticamente eu tentava falar com ele através de seu empresário, no estúdio, por sua equipe. Mas ele não retornava minha ligações. Eu tinha perdido Marshall, tudo por causa de um mal entendido.

15 comentários:

  1. meu deus que inferno em...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Vey a Kim era o cão doido kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, ou ainda é.

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  4. @eminem4everrr


    Só vejo um motivo por todo esse amor por essa mulher: ela devia ser mto boa de cama

    a mulher era uma puta e n tava nem aí pra ele

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    1. kkkkkkkkkkkkkkk verdade né, só pode ser isso!
      A Kim deve ter mel na...

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    2. é vdd @eminem4everrr

      ele devia ser bem puta
      o pior é que os caras gostam disso.. :/

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    3. raxo dms com os comentários do @eminem4everrr kkkkkkkk

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  5. Essa Kim, caramba velho.. se eu visse ela na rua eu iria bater nela.. nossa, mulherzinha infernal. E essa Debbie mente, caramba, mente demais.

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  6. cada hora essa história piora

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  7. Olha o inferno que o Marshall passou, ele é um guerreiro isso sim!

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  8. Meu Deus, espero que nos dias de hoje , Em esteja bem . Nenhum homem aguenta passar o que ele passou sem fazer uma besteira.Love you, Marshall, forever.

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  9. Isso tudo aconteceu em 2001... acho que foi o pior ano dele

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  10. elisa, quando acabar esse livro, traduz o The way I am por favor! ;)

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    1. Isso isso isso... :)

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    2. O pessoal tem pedido esse livro ja ha um tempo, vamos ver ne, talvez de certo apesar dele ser bem grande!

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