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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

My Son Marshall My Son Eminem. Capítulo 23

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Capitulo 23

Eu comprei o “The Eminem Show” porque eu sempre dei apoio a tudo o que Marshall fazia. Mas rasguei na minha agenda o lembrete e ver “8 Mile”. Eu sabia que não iria aguentar. Ainda assim, eu tive orgulho dele quando em novembro de 2002 ele e tornou o primeiro artista a alcança o topo de três listas diferentes ao mesmo tempo: filme, álbum e single. Ele conseguiu mais um premio importante em 2003 quando “Lose Yourself” ganhou o Oscar.

Ate o final de 2003 – com apenas 4 anos de carreira – Marshall já tinha mais de 7 Grammys, 2 MTV Movie Awards por “8 Mile”,  9 MTV Music Awards, e 8 MTV Europe Music Awards. Ele também entrou para o Guinness Book como o artista que vende mais rápido. Ele tinha vendido 40 milhões de álbuns pelo mundo, e “Lose Yourself” era o single de maior sucesso, passou 12 semanas no topo das paradas americanas.

A primeira vez que ele foi nomeado ao Grammy em 2000, ele não se importou de ir a cerimônia, presumindo que ele não riria ganhar. Ele sentiu o mesmo pelo Oscar, ele recusou o convite de cantar “Lose Yourself” depois disse que ele dormiu rápido assistindo a cerimônia.

“8 Mile” foi aclamando pela mídia. O Los Angeles Daily News premiou o filme com 3 estrelas e meia, dizendo: “É uma ótima aposta, e o diretor Curtis Hanson foi esperto o suficiente para usar o carisma e a ferocidade do Eminem para criar um filme cativante que terá o mesmo impacto para a geração hip-hop que ‘Os Embalos de Sábado à Noite’. ‘8 Mile’ não é autobiográfico...

É claro que todas as matérias mencionavam o papel de Kim Basinger como a mãe bêbada que tinha um amante mais novo que o próprio filho. Não importava o esforço da Universal em falar que o filme érea fictício, as pessoas automaticamente passaram a assumir que eu era do mesmo modo como no filme.

Eu sabia que não iria conseguir ver o filme em um cinema, eu riria ficar muito chateada, então eu esperei sair o DVD. Eu tentei assistir, mas sempre que eu colocava me dava nojo. Nunca consegui ver o filme inteiro, apenas pedaços , até o verão de 2007. Todos me diziam para assistir porque era ficção e não vida real. Eu ainda estava chateada, mas consegui assisti até o final.

A personagem de Basinger da em cima do filho e dos amigos dele. É doentio. Ela é viciada em álcool e bingo, o trailer é um chiqueiro. Agora, eu não bebo. E sou compulsiva quanto ao fato de manter minha casa limpa. O filme “8 Mile” renovou o interesse das pessoas em mim. Mais uma vez, revistas e jornais apareciam dizendo que eu nunca tinha trabalhado, que eu fingia que as coisas aconteciam comigo em instalações públicas para que eu pudesse processá-los. Eu nunca processei a Wal-Mart, Dollar Store, ou qualquer loja do varejo. Eu ouvi que alguns membros da minha, enorme, família já o fez, mas eu definitivamente nunca.  

Eu realmente entrei com um processo contra a Dort Elementary School depois que Marshall foi atacado por DeAngelo Bailey. Os funcionários nada fizeram para protegê-lo. E as contas dos medicamentos dele eram enormes, é claro que eu queria que eles pagassem. Mas o juiz decidiu que as escolas eram imunes ao processo. Eu levei o caso a Lansing, capital do estado, e eu sei que minha luta ajudou as coisas a mudarem. Eu organizei petições nos portões das escolas, porque muitos pais na estavam cientes que as escolas não eram obrigadas a garantir a segurança de seus filhos lá dentro. E como vimos mais cedo, essa minha luta resultou em uma criação de um novo seguro para os pais comprarem. Marshall estava se recuperando dessas lesões quando ele adquiriu uma infecção estomacal por um cachorro-quente. Ele acabou no hospital tomando soro na veia. Eu levei a sobra da comida para o hospital analisar, resultado que ele já estava vencido. Eu liguei para o gerente da empresa de cachorro-quente para alertá-lo d problema e retirar os mesmos de circulação. Ele me ofereceu uma caixa de salsichas grátis. Eu recusei. Marshall e eu não queríamos ver cachorro-quente tão cedo desde que ele ficou doente. Depois me ofereceram $1.500 dólares, que obviamente aceitei. Eu precisava do dinheiro para pagar as contas dos remédios. Mas Marshall alegava que o dinheiro deveria ir para ele. No fim, eu dei a ele $200 ou $300 dólares – esqueci a quantia – e o resto foi para pagar os medicamentos.

Fora do caso de Fred Gibson contra Marshall, foram apenas em duas ocasiões que eu processei alguém. Foi logo depois do incidente contra a Dort Elementary. Eu estava trabalhando como modelo, para ganhar um dinheiro extra, os meus longos cabelos loiros eram a minha marca. Eu fui dar uma aparada nas pontas, mas a cabeleireira, por alguma razão, não foi com a minha cara.Ela era meio cheinha, e exigiu saber se eu sempre tinha sido magra assim. Depois ela arruinou o meu cabelo antes que eu pudesse impedi-la. Eu fiquei com o cabelo curto atrás e as laterais compridas com um franja de Cleopatra. Depois ela riu na minha cara dizendo que fez apenas o que eu tinha pedido. Tinha um local que compravam cabelos para fazer perucas para crianças com câncer. Eu acho que ela pretendia vender para eles. Fiquei muito chateada que a processei. Não queria que ela fizesse com mais alguém o que ela fez comigo. O juiz me indenizou em $1.500 dólares.

Depois eu fui ao dentista para tratamento de canal. Eu nunca tinha feito um trabalho longo na boca, então eu não sabia o que esperar. Quando voltei da anestesia a enfermeira estava dando pontos da minha gengiva. Ela me disse para morder um saquinho de chá que ajudaria no sangramento, e também me passou uns analgésicos. Eu estava com muita agonia – não conseguia me levantar direito por causa da dor. Em casa não conseguia entender porque minha boca estava estranha, como se algo estivesse faltando. O dentista havia arrancado quatro dentes do lado direito superior.

Eu tive que fazer uma cirurgia extremamente cara para concertar essa bagunça. O dentista eventualmente foi preso acusado de 27 trabalhos mal feitos. A extração dos meus dentes estava no topo da lista, mas mais tarde consegui indenização de $1.500 dólares.  Novamente, isso não cobriu as despesas médicas que tive para repara o dano.

Na época que “8 Mile” saiu, eu estava sofrendo de um tipo diferente de dor: a síndrome do ninho vazio (empty nest syndrome). Marshall nunca tinha saído de casa. Ele tinha 26 anos, com uma filha quando eu o deixei para casar com John Briggs. Nathan já era diferente. A infância dele foi muito mais difícil que a de Marshall. Ele nunca curtia os feriados que íamos para a Florida, Canada ou Tennessee, juntamente com o pai dele, Fred. Nathan nunca entendeu porque Fred era tão bom com Marshall mas não queria saber dele. Eu não podia explicar para ele também. Eu fiquei muito machucara quando Fred nos abandonou. Depois perdi Nathan por 16 meses para a Assistência Social. Quando ele 14 o irmão dele já tinha se tornado um astro do rap, o que fez ele crescer mais rápido ainda.

Nathan ia viajar em turnê com Marshall, mas era difícil para ele fazer uma amizade verdadeira. Ele nunca sabia se a pessoa estava com ele porque gostava dele ou para tentar se aproximar de Marshall. Ele trabalhava em seu próprio estilo de rap, mas tinha medo das pessoas compararem ele com o irmão.

Marshall costumava proteger Nathan dos encrenqueiros, mas quando ele entrou em condicional ele não pode mais fazê-lo por medo de dar uma confusão maior. Nate se tornou amigo de um rapaz que o protegeu por um tempo. Mas descobrimos que ele roubava coisas do Nathan como bonés e tênis. Quando um rolex que Marshall deu a ele de presente desapareceu, Nate jurou se andaria somente com os amigos que conheceu antes de Marshall ser famoso.

A situação entre eu e Marshall não ajudava em nada. Mas Nathan agia como um pacificador, deixando as vias de comunicação aberta. Eu fiz tudo o que podia para deixar Nathan feliz. Comprei uma casa em Fraser, uma comunidade pequena da Macomb County, deixei o porão livre para o uso de Nathan. Alem das coisas de seu quarto, ele tinha uma mesa de bilhar, uma Tv grande e seu próprio telefone. Era como se fosse um apartamento independente.

Ele era louco por uma garota. Uma modelo, 2 anos mais velha que ele. Ela era linda, eles formavam um lindo casal, eu estava feliz que ele tinha a oportunidade de ficar no porão junto com meu filho.

No aniversário de 17 anos de Nathan, eu tive um pressentimento ruim. Intuição de mãe. Eu estava no médico fazendo um check-up quando pressenti que algo estava acontecendo em casa. Não sabia o que era, mas tinha algo errado.

Eu sai do hospital e fui para casa. Não consegui encontrar Nathan. Telefonei para todos, ate a policia. Achei que ele tinha sido sequestrado  Com a fama de Marshall e os inimigos dele no rap, não sabia o que esperar. A policia ao podia fazer nada, aos 17 anos,Nathan já era maior de idade.

Eventualmente ele foi encontrado na casa da namorada. Ele tinha decidido morar com ela e os pais dela. Não durou muito, ele logo voltou para casa. Mas essas poucas semanas foram uma eternidade para mim.
Eu já tinha lido algo sobre essa síndrome do ninho vazio, mas nada me preparou para o choque. Desde 1972 minha vida sempre teve crianças presentes, por 30 anos eu cuidei de Marshall e depois de Nathan mais algumas outras crianças. E de repente... nada mais. Eu odiava ficar sozinha em casa. O silencio era insuportável. Eu estava acostumada aos sons dos meu meninos. Sempre tinha um rádio ligado. Os amigos deles tinha se tornado meus amigos.. eles ainda telefonavam, mas não era o suficiente.

Eu entendia que Nathan queria crescer e ter seu próprio lugar, mas era difícil para mim. Eu fazia tudo o que podia para me ocupar e não deixar o vazio tomar conta de mim. Eu reformei minha casa, e me voluntariei para a associação de Mães Contra Bêbados Dirigindo.

Nathan namorou muitas garotas bonitas. Eu acho que ele as testava para ver se elas gostavam dele por ele mesmo ou pelo irmão famoso. Mas eu não entendo porque meus filhos não sabem escolher uma mulher que preste. Quando perguntaram no “The Face” quantas vezes Marshall tinha se apaixonado, ele respondeu: “Uma, e é o suficiente para mim”.

Eu entendo que Kim tenha poder sobre ele por causa de Hailie. Mas ele nunca fez um esforço para achar outra pessoa. Eu não acho que ele goste de mudanças. Kim sempre esteve presente.

Seis meses depois dela dar a luz a filha de Eric Hartter, Whitney, em 2002, Kim voltou para Marshall. Ele acolheu as duas, mas não demorou muito os problemas voltarem.

Na madrugada do dia 10 de junho de 2003, Kim foi parada pela policia por dirigir perigosamente. Os oficiais acharam dois pacotes de cocaína no carro dela e um em sua posse. Marshall, que estava em turnê, voou para Detroit para pedir a custodia integral de Hailie. 

Depois em setembro, a policia entrou em uma festa que ela estava organizando, nas suítes do Hotel Warren Candlewood. Ela admitiu que os convidados haviam tomado exctasy e fumado maconha e foi acusada por incentivar o uso de drogas. Como se não bastasse as acusações, ela não apareceu no tribunal no dia 7 de novembro. Cinco dias depois Marshall conseguiu, temporariamente, a custodia integral de Hailie. 

Kim se entregou em 19 de novembro. Ela corria risco de ir a prisão, mas pediu ao juiz a substituição de pena, pagando $53.000 de multa, e foi obrigada a usar um dispositivo eletrônico para condicional e se submeter a testes regulares de álcool e drogas.

Eu recebi um convite verbal de Nathan para ir ao aniversário de Hailie. Eu estava muito feliz. Nathan me alertou que Marshall impôs algumas condições: eu não deveria impedir Hailie de aproveitar a festinha, e dar tempo para ela brincar com os amigos e andar de skate. Eu estava muito feliz, comprei muitas Barbies, porque sei que ela ama essas bonecas. Mas eu senti que as pessoas estavam olhando os presentes que eu dava para ela. Ela tinha tantos presentes, um maior que o outro, que parecia um exagero.

Mas ela estava tão feliz de me ver, que sempre deixava os amigos para vir conversar comigo. Marshall me encarava, eu esperava que ele quebrasse o gelo e viesse falar comigo. Quando percebi que ele não vinha, eu fui ate ele e perguntei como ele estava:
“Bem” ele respondeu. 

E foi isso. Ele nem me olhou nos olhos. Ele parecia um boneco, rosto sério, sem emoção. Me senti estranha perto dele.. ele era meu filho, alguem que eu amava muito que chegava a doer. Sempre conversávamos sobre tudo. Agora ele sentava na minha frente sem expressão no rosto.  Eu sai de perto e sentei em um banco próximo a uma mulher que era vizinha de Marshall. Ela estava curiosa de porque ele estava tão serio, eu não soube responder. Sabia que se alguma coisa a mais acontecesse eu iria chorar, então decidi me despedir de Hailie.
“Eu te amo sua pestinha”, ela riu e me deu um abraço, mas Marshall entrou no meio.
“Não a chame assim, ela não é mais um bebe”. 
Ele me deu um envelope e disse para abrir quando eu estiver do lado de fora. No momento que entrei no carro eu abri. Dentro tinha $500 dólares e um cartão de natal escrito: “Para Debbie, Com amor, seu filho Marshall, Nathan, Hailie, Alaina e Kim”. 
Eu não era mais “Mãe”: eu era Debbie. Eu sentei no carro e os vi sair com presentes e balões e fui dirigindo chorando para casa. 

10 comentários:

  1. que cruel a historia dos 500 dolares...agora se é real dificil saber né

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  2. Eu realmente não sei mais o que comentar, as vezes sinto dó da Debbie também sindo dó de Marshall, da Hailie também a coitadinha sofreu demais. O que não muda é meu ódio pela Kim e a raiva desse "cego" e "pertubado" amor que Marshall sente por ela, isso é irritante. ¬¬

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  3. Vcs n acham q tem algo de errado ai n? essa mulher é sempre vitima de alguma coisa pqp!
    Ela ta sempre sendo injustiçada de alguma forma? Ow ela ta mentindo descaradamente ou ela é muito zonza!

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    1. Concordo plenamente. Ela se faz de vítima demais, tem momentos que ela diz ser acusada de coisas que ela não sabe porque e eu penso "como assim?" Alguma coisa ela fez para ser acusada, mesmo que seja um mal entendido, mas algo foi um gatilho. Por exemplo, ela diz que atrai homem alcólatra, mas mal conhece os caras e já casa com eles... pelamor!

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  4. Esta mulher é completamente louca!

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  5. Só não entendo porque a polícia prende pessoas q fazem festa com maconha dizendo q estão incentivando o uso enquanto os rappers falam sobre isso descaradamente nas músicas

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    1. Uma coisa não tem nada a vê com a outra. Uma coisa é vc falar "maconha é isso.. maconha é aquilo" e somente falar.
      Outra é vc chegar para uma pessoa em uma festa ou qualquer lugar, com um cigarro de maconha e falar: "prova ai, o efeito é assim.. o feito é assado".

      a segunda ação é muito mais forte e instigante que a primeira, é muito mais facil da pessoa se sentir tentada a usar..

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  6. É óbvio q nem tudo q ela diz nesse livro é verdade

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    1. Sinto o mesmo e para mim o Marshall tem o mesmo mal, fantasia coisas... vai ver que ele cresceu vendo a mãe fazer isso e...

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  7. quantos cap faltam elisa?

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