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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

My Son Marshall My Son Eminem. Capítulo 24

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Capítulo 24

Eu estava voltando da casa de um amigo, no dia 22 de janeiro de 2004, quando parei em um posto de gasolina, na intercessão de 8 Mile e Coolidge Road para abastecer o meu Honda.  Já passava das 23 horas, o caixa já estava com parte das luzes apagadas eu tive que tentar várias vezes até conseguir fazer com que a bomba de gasolina aceitasse o meu cartão de crédito. Eu paguei adiantado e comecei a encher o tanque. Depois sentei no banco do meu carro para tomar nota da minha quilometragem.

De repente ouvi um barulho no capô do meu carro seguido por um cara que colocou seu braço pela janela do carro. Ele colocou uma arma no meu rosto.
“Cai fora daí!” ele gritou.
Eu não acreditava no que estava acontecendo. Tudo estava em câmera lenta como em um filme.
“Você é só uma criança” eu disse, surpresa com a juventude do rapaz. Ele tinha as bochechas protuberantes e um rostinho de bebê.
“Vadia eu não to brincando” ele ameaçou.

Eu concordei e tentei pegar minha bolsa. Papeis caíram por todos os lugares. Pensamentos estranhos passaram por minha cabeça: fora o dinheiro – eu tinha $3.573 dólares comigo em dinheiro, uma nota de cem em caso de emergência em um compartimento secreto na minha bolsa – eu não queria que ele tivesse acesso aos meus dados pessoas, identidade, CPF. Isso incluía as minhas carteiras de motoristas antigas, as fotos de meus filhos, e artigos que eu juntei para meu livro. A maioria dessas coisas estava na minha bolsa, estava tão cheia que não conseguia fecha-la. 

Minha vida passou diante de meus olhos. Eu pensei ‘Meu Deus, não consegui nem falar com meus filhos. Marshall nunca vai acreditar nisso. E se for baleada?’
Era como se eu estivesse tendo um pesadelo, parecia uma eternidade, mas tudo aconteceu em questão de segundos.

Meu fiel cachorro Itchy, um labrador, estava no carro também. Eu peguei sua coleira. O garoto me trirou do carro me puxando pelo cabelo. Itchy caiu em cima de mim. O rapaz precionou a arma – uma pistola 45 - na cabeça do cachorro. Eu gritei “Não, o cachorro não”.  Ele recuou a arma e murmurou algo sobre o pai dele estar em Jackson e ele queria estar lá com ele. Depois ele começou a repetir “Adeus, vadia”.
“Por favor não” eu chorei.
“Vadia pare de brincar. Eu vou te matar. Dia adeus”.
Ele pressionou o gatilho mas nada aconteceu. Ele começou a bater no cabo da arma, murmurando e xingando. Ele me disse para levantar e andar para trás. Eu consegui levantar mas imediatamente minhas pernas queriam ceder. Ele correu e entrou no meu carro. O garoto saiu com meu carro e todas os meus pertences. Fui correndo ate o caixa, mas ele ordenou que eu pegasse o cachorro e saísse. Eu implorei para que ele chamasse a policia. Ele passou o telefone pela abertura da janela, quando eu fui pegar ele voltou com o telefone para dentro e me empurrou para fora. Eu achei que ele iria chamar a policia enquanto eu estava sendo assaltada, mas ele só chamou depois que paguei pela ligação.

Eu não me lembro do que eu disse, mas eu gritava para o operador falando que tinha sido assaltada. A mulher que estava na linha dizia que não conseguia me entender, eu gritava no telefone dizendo que era a mãe do Eminem. Eu acredito que eles entenderam “Eminem”.  Eles disseram que iriam perseguir o garoto, que tinha uma viatura há uma quadra de distancia. De repente vários carros de policia chegaram assim como um helicóptero. Pela rádio policia alguém entendeu que Eminem estava sendo sequestrado. Quando descobriram que era eu que havia sido a vítima e não meu filhos, eles se retiraram.

Eles me levaram a delegacia de policia mais próxima e me trataram como se eu fosse a criminosa. Eu apenas sentei lá junto com meu cachorro e chorei. Eles perguntaram se eu queria ligar para Marshall – acho que eles queriam seus 15 minutos de fama. Mas eu disse não.

Não demorou muito encontrarem um suspeito. O garoto estava há uns 6 quilômetros de distância. Ele tinha abandonado meu carro e estava entrando no quintal de alguém quando a policia o parou. Ele se recusava a falar dizendo que queria a mãe dele e um advogado. Minha bolsa, meu dinheiro, minhas fotos, todos os meus pertences tinham sumido.

A policia me disse que se eu me acalmar eles recuperariam minha bolsa. Depois foi um entra e sai de pessoas na sala, e do nada todos tinham saído. Eu constantemente pedia por informações, mas os policiais me ignoravam. Eventualmente um policial entrou, fechou a porta, e me disse que não tinha bolsa nenhuma. Eu estava muito chateada e com muita raiva que ninguém me escutava, e nem devolviam os meu pertences. Toda a situação me deixava doente. 

Não demorou muito a imprensa saber do assalto. Na manhã seguinte, eu era manchete nas principais noticias do mundo inteiro. Meu telefone não parava de tocar, amigos e família querendo saber se eu estava bem. A única pessoa que pareceu não saber de nada era Marshall. Eu tentei aparentar calma, dizendo as pessoas que me perguntavam que “provavelmente ele não está na cidade”.

Demorou semanas para que Marshall mencionasse o fato. Eu ouvi ele dizer, ao fundo do telefone com Nathan: “Tinha que ter acontecido em 8 mile não é?” fazendo uma brincadeira comigo.

Eu tive a impressão de que ele não acreditou que eu tinha sido assaltada. Um amigo próximo fez uma investigação particular. Ele dizia que o garoto estava se gabando que tinha assaltado a mãe do Eminem. O garoto disse que não sabia quem eu era ate se aproximou, só então ele me reconheceu da Tv.

Para ser justa com Marshall, ele tinha muitas coisas na cabeça dele naquela época. Em fevereiro, Kim foi mandada a prisão. Ela foi reprovada em um exame de urina que contatou a utilização de cocaína durante a sua condicional. Eu não posso dizer que senti pena dela. Ela nunca andou na linha, achava que podia fazer tudo o que desse na cabeça.

Marshall brincava que se algum dia Kim caísse em um monte de estrume, ela iria sair de lá cheirando a rosas. Ela passou um mês na cadeia. Ainda assim ela não aprendeu a lição. Mais tarde ela foi condenada a outros 140 dias na prisão e mais a freqüência em um programa contra as drogas.

Eu me associei o grupo Anistia Internacional depois de ter testemunhado o quanto meu irmão Todd sofreu na cadeia. Ele saiu de la um homem perdido. Mas eu queria que James Knott, o garoto de 16 anos que me assaltou, pagasse pelos crimes que cometeu. Eu perdi boa parte de mim naquela noite.

Eu não tinha certeza se os promotores tinham pego o cara certo. Eu me lembrava do meu assaltante ser mais forte e mais alto. Mas me disseram que ele tinha confessado. Em Abril, os juízes mandaram Knott, que foi julgado como adulto, a prisão. Ele alegou a culpa por roubo de carro e assalto a mão armada, sentenciado a 4 anos de prisão mais pagamento pela minha indenização de $3.573 dólares. Desnecessário dizer que ele nunca me deu um centavo.

O pobrezinho do meu cachorro sofreu mais danos psicológicos que eu. Ate hoje ele pira sempre que paramos em um posto de gasolina. Sou mais cuidadosa agora. Evito esses lugares depois que certas horas da noite. Durante o assalto, quando Itchy caiu sobre mim, eu quebrei um osso em meu pé. Mas foi em Maio que os maiores problemas com a saúde começaram. Eu achei um cisto no meu peito. Os médicos achavam que poderia ser cancerígeno. 

Eu estava com problemas financeiros. Não tinha convenio de saúde e tive que pagar para fazer uma mamografia. Depois me disseram para poupar energia para a cirurgia. Eu perdi 5 quilos, cheguei a pesar menos de 40 quilos. Entrei em um estado de negação. O problema chegou ao ouvido de Marshall. Havia historias em fã sites na internet que eu estava morrendo. Do nada ele me ligou.

“Como você esta?” ele perguntou soando genuinamente preocupado.
“Estou bem filho”. Não queria alarmar ele com os meus problemas. Eu tentei mudar de assunto, falar de Hailie, mas ele pedia os meu exames médicos, falava para eu enviar a sua gravadora. Ele ofereceu para pagar o meu tratamento. Eu disse a ele que não queria o dinheiro dele, mas ele insistia. Mas o que mais gostaria mesmo era de encontrar com Marshall pessoalmente. Eu queria sentar com ele e conversar, como fazíamos antes dele ser famoso. Isso não aconteceu, mas pelo menos ele ligava.

O meu irmão Todd era o meu maior apoio. Ele me mantinha a sanidade durante esse período ruim, me fazia rir, me apoiava. Todd sempre foi uma figura paterna para meus filhos, ajudava eles sempre que precisava. Todd estava mais preocupado com o meu câncer do que eu mesma. Ele morria de medo de me perder. Eu me lembro que ele dizia: “Você não vai me deixar aqui sozinho’.

A vida de Todd também não tinha sido fácil. Do momento em que ele nasceu, eu tentei protegê-lo de nosso pai, que sempre alegava que Todd era filho de outro homem. Todd sempre foi alto para idade e um pouco desastrado. Assim como eu, ele jurou ser o melhor pai possível para compensar a nossa triste infância. Ele adorava seus filhos Todd Jr., Christina e Tara, que teve com a sua primeira mulher; e Corey e Bobbie, filhos de sua segunda mulher. Ele falava que eu mimava Marshall e Nathan, mas ele fazia o mesmo com os seus filhos. Não havia nada que ele não faria por eles. Mas, assim como Marshall, os filhos dele também se tornaram adolescentes rebeldes. 

O fato dele ter passado alguns anos na cadeia por ter matado Mike Harris, em legitima defesa, não ajudou muito.  Todd nunca teve problemas com a policia, mas Harris fez ele chegar ao limite. Ele se recusou a alegar insanidade temporária, ele sabia que tinha matado em legitima defesa. Mas depois de duas semanas de julgamento, o júri discordou dele. Ele foi sentenciado a 8 anos de prisão: 5 pelo homicídio e 3 pelo porte ilegal de arma. Eu fiquei em estado de choque quando deram o veredicto.

Foi um inferno para meu irmão. Ele era transferido com freqüência e cada prisão era pior que a outra. Alguns guardas e prisioneiros marcavam ele e sempre que acontecia uma briga ele era culpado. Ele foi colocado na solitária uma vez.  

Eu fazia o que eu podia para alegrar Todd. O pior momento foi quando Nathan foi levado pela Assistência Social, eu viajava constantemente de Missouri para Michigan, tentando visitar os dois. Eu passei tanto tempo visitando Todd na prisão que sentia que éramos companheiros de cela. Eu sentia a dor dele.

Eu entrei em contato com Anistia International sobre as condições das penitenciarias. Desde então, eu me tornei um membro ativo no grupo. Não é apenas os países de Terceiro Mundo que maltratam os prisioneiros. Em minha opinião, os Estados Unidos tem um dos piores sistemas penitenciários. E os políticos ainda se perguntam porque os presos saem pior do que quando entraram!

Quando Todd ganhou a liberdade, depois de cumprir 7 anos de sua sentença de 8 anos, ele era outro homem. Sua saúde estava terrível depois de anos de abuso e falta de atenção. Mas ele jurou começar tudo do zero.

Seu casamento se desfez depois de sua liberdade. Ele foi morar com Nan e cuidou dela até a morte em 2000. Ela deixou para ele a casa que morava. Eu estava feliz com isso. Ajudou ele a se reerguer. Ele começou seu próprio negocio e se jogou no mundo da música. Ele tinha uma banda chamada “Nemesis” e era  compositor dela. Suas letras eram lindas.

Todd me ajudou no meu pior momento com a imprensa. Ele sempre me defendia. Muito foi falado da família disfuncional de Marshall – e a prisão de Todd ajudou a passar a imagem de um homem lutador entre os nos de 1999 – 2000. Mas assim como fez comigo, Marshall apontou sua raiva para Todd. Acusou ele de vender historias a mídia e seus pertences na internet. Ainda assim, Todd o defendia, dizia a todos que ouvia as músicas dele que eu e Marshall sempre tivemos um relacionamento muito próximo, até Kim aparecer em nossas vidas.

“Uma filha será uma filha para sempre. Um filho, será um filho até que ele arrume uma esposa” ele disse ao Salon.com em 2000 durante uma entrevista que explicava porque Marshall e eu tínhamos nos afastado.

Todd se apaixonou por uma mulher chamada Kathy, amiga de minha irmã Tanya. Eles estavam muito felizes, ele se tornou um pais para os dois filhos adolescentes dela. Mas ela fugiu com um dos membros da banda dele. Depois ele conheceu outra mulher, também com o nome de Kathy, ela tinha um filho pequeno. Ele se concentrou em começar uma vida nova, comprou uma casa no norte de Michigan, estava pronto para fazer de lá um lar feliz.

O fato de sua saúde ter sido tão afetada durante sua prisão – ele tinha o ombro deslocado, vários ossos quebrados e graves problemas no fígado – ele fez muitas dividas e foi forçado a vender a casa de Nan por $45.000. A casa estava na família por mais de 50 anos, mas eu entendia os seus motivos. O comprador prontamente colocou a casa a venda no eBay por mais de um milhão de dólares. Marshall ficou furioso, mais ainda quando Todd apareceu em um  DVD chamado “Behind The Mask” e montou uma página na Web sobre Eminem.

Todd também começou a escrever um livro. Era sobre a sua vida e o que ele tinha sofrido na prisão. Em entrevista com o Macomb Daily em 2002, Todd admitiu que suas ações não caíram bem para a sua família.

“Ele [Marshall] esta com raiva. Todos da família estão com raiva de mim. Mas eu fiz o que eu tinha de fazer”.
Quando Todd voltou da prisão e seu casamento acabou, ele ficou muito depressivo. Sua saúde não ajudava o seu estado mental. Mas suicídio era fora de cogitação para ele. Depois de vender a  casa de Nan, ele e Kathy se concentraram em criar um lar juntos. Ele estava muito feliz, mais feliz do que eu o tinha visto em anos.

Em setembro de 2004, ele foi preso duas vezes. Todd raramente bebe álcool, ele estava com o quadril quebrado e aguardava o dia da cirurgia quando policiais na blits pararam ele. Pediram para ele se equilibrar em uma perna – parte do teste para saber se a pessoa estava alcoolizada. Meu irmão explicou que não podia por causa de seu estado físico. Ele foi detido e passou a noite da cadeia onde os policiais tocaram as musicas do Eminem em alto volume no prédio.

Depois de paga a fiança eu o levei ao hospital onde ele passou pela cirurgia para colocar 5 parafusos no quadril. Os médicos disseram que ele poderia ter contraído hepatite C e Todd dizia que eles tratavam ele como se fosse um leproso. Quando voltávamos para casa Kathy ligou e disse que ela e o filho estavam presos dentro de casa porque o Rottweiler do vizinho estava ameaçando-os. Aquela família estava dando problemas a eles. Desafiando as ordens médicas, que falaram para ele não ir dirigir, Todd foi direto para casa.

O cachorro perseguiu o carro de Todd e depois fugiu. Os vizinhos falaram que ele atropelou o cachorro, eles começaram a discutir, a policia foi chamada. Na semana seguinte, Todd foi acusado de crueldade,tortura e abusos contra animais. Tudo mentiras – de fato, o cachorro até foi encontrado depois de um tempo e estava muito bem – mas sendo declarado culpado, Todd encarava possíveis 5 anos de prisão.  Todd sempre amou animais. Eu ofereci vender o meu imóvel em Missouri para pagar um advogado decente. Enquanto Todd ficava na minha casa em Michigan, como condição para a liberdade condicional, eu sai para fechar os detalhes da venda.

No dia 17 de outubro, aniversário de 32 anos de Marshall. Como costume eu enviei um cartão a ele, mas ao tive retorno. Eu cheguei em Missouri, depois de dois dias de viajem, pouco depois da meia-noite, desliguei o telefone e fui para cama. Lá pra 1 hora da manhã fui acordada por meu cunhado Lynard e meu sobrinho Jonathan batendo na minha porta.  Eles estava gritando dizendo que Todd tinha sido baleado.

Todd foi levado ao hospital e colocado na UTI. Os médicos diziam que ele não iria se recuperar. As 4 da manhã foi tomada a decisão de desligar os aparelhos que o mantinham vivo. Todd morreu 23 minutos depois, ele só tinha 42 anos. Ate hoje eu não me perdoo por não ter levado ele comigo para Missouri. Talvez ele ainda estaria vivo; sei que estaria.

Nos dias seguintes eu tentei descobrir o que aconteceu. Mas todos, inclusive a policia, apenas enrolavam. A morte de Todd foi tida como suicido. Disseram que ele estava depressivo com os problemas que seus vizinhos estavam dando, juntamente com o fato de poder ir a prisão novamente, o fato de alegarem que ele estava dirigindo bêbado, que ele não aguentou e atirou na sua própria cabeça.

Eu não acreditei nisso nem por um segundo, assim como a namorada dele Kathy. Ele estava muito alegre. Ligou para Kathy as 15:30 naquele dia da casa de um amigo tentando convencê-la  de dar uma carona a ele porque ele estava sem gasolina para pegar seu filho na casa de sua ex-mulher, Janice e depois voltar para casa.

Depois, a meia noite e meia, Junior, como chamamos os mais velho de Todd, ligou para a emergência dizendo que tinha encontrado o pai estacionado na casa de New Baltimore. Ele estava sentado do lado do motorista, inconsciente. Disseram que ele tinha atirado nele mesmo. 

Uma das perguntas que fiquei sem resposta é: o que ele estava fazendo no sul de Michigan na casa de seu filho mais velho, quando não tinha dinheiro nem para dirigir a casa de sua ex apenas algumas horas naquele mesmo dia?

Não tinha bilhete suicida. Apenas um papel escrito “Vida de Nate” em seu bolso. Os detetives acharam que isso era relevante. De fato, era a senha do meu computador. Todd estava usando da minha internet para conferir o andamento de seus processos. Outra nota estava no porta-luvas, endereçada a “Mamãe”. Não só, não parecia ser a letra de Todd, como ele nunca chamava nossa mãe de “Mamãe”, érea sempre “Mãe”.

Uma das coisas mais perturbadoras foi a reação da imprensa local. Levantaram a hipótese de que Todd foi morto pelo irmão de Mike Harris. Eu era só lagrimas quando Marshall ligou. Eu esperava que ele soubesse o que fazer.
Mas novamente a raiva tomou lugar.
“Eu vou pagar pelo funeral, mas não espere que eu vá” ele disse.
“Por que esta agindo assim?” perguntei.
“Ele vendia coisas sobre mim a mídia” disse Marshall.  
“Todd te amava”, disse a ele.
Marshall ignorou isso. Ele disse que daria um total de $7.000 dólares para as despesas do funeral, e que não pagaria alem disso. 

Depois de cremado, colocamos as cinzas de Todd próximo ao tumulo de Ronnie.  Foi tufo muito rápido. Depois de voltar ara casa Kathy descobriu que ela tinha sido invadida. Uma das coisas que roubaram foi o computador de Todd, seu livro quase terminado, e muitos desenhos feitos por Marshall. A policia não se importou em investigar. O testamento de Todd também foi destruído. Ele disse a todos próximo a ele onde achar o testamento. Alguém entrou e destruiu o documento.

A policia jogou a morte de Todd sob o tapete. Quando eu perguntava para eles porque não havia sangue no carro eles me ignoravam. Aparentemente a pericia não tirou fotos. Eu tinha muitas perguntas em aberto. Me disseram que a porta do carro estava aberta, mas a policia falava que não. Tinha muita coisa errada. Todd tinha 1,82 de altura e o acento do motorista estava puxado para frente ele estava com o corpo em cima do volante, tinha sangue no encosto da cabeça, mas em nenhum outro lugar. O impacto teria espalhado sangue por todo lugar. 

Todd usou uma arma uma vez e pagou um terrível preço por isso. Depois de ter matado Mike Harris ele queria distancia de armas, e como tinha agora uma ficha criminal ele tinha mais é que manter distancia mesmo. Quando Nan morreu, ele me deu as pistolas que ela tinha na casa dela.

Ate hoje não esta claro da onde surgiu o rifle que o matou. Disseram que Todd conseguiu em uma casa de penhores, onde ele trocou uma guitarra pela arma, mas a arma que foi passada para ele, era para caça a animais e dificilmente mataria um homem.

De acordo com a policia, Todd foi encontrado no banco do motorista, com o motor ligado e as portas fechadas. A janela de trás estava quebrada. Todd estava com o cinto de segurança preso, segurando o rifle que estava em baixo da sua jaqueta. Supostamente ele teria atirado em seu queixo. Eu consegui um homem da mesma altura que Todd e recriamos a cena no crime. Não foi possível. E o ferimento de bala estava na parte posterior da cabeça e não em seu queixo.

Constantemente eu pedi a policia cópia da ligação de emergência e as fotos da cena do crime. Eles apenas me enrolaram. Me enviaram a gravação errada. Quando pedi pela correta me disseram que foi apagada. E na poderiam me mostrar a arma também.

Um oficial ainda perguntou; “Quem era esse cara de qualquer forma? Ele era um ninguém”. Outro oficial disse exatamente o contrario, que a morte de Todd seria investigada por ele ser quem ele era. Presumi que ele falava do parentesco com Marshall. Depois o policial me pediu para assinar pôsteres para os filhos dele. 

Um dos policiais chegou a morar próximo a Todd por um tempo. Mas ele parecia não ter uma boa impressão da família visto que era uma pessoa extremamente difícil que lidar. Dezembro foi o mês mais difícil, era o mês do aniversario de 43 anos de Todd, e também tinha o natal. Todd sempre adorou esse feriado, e costumávamos passar juntos. Senti que tinha perdido tudo de precioso na minha vida.

Tantas perguntas sem respostas. No mês antes dele morrer, eu estava ao seu lado na sua cirurgia do quadril. Ele me disse: “Irmã, estou tão feliz de ver você. Achei que iria morrer ali”.  Se ele estava tão feliz, por que iria se matar apenas um mês depois? Também, éramos tão próximos, como ele poderia ir sem me deixar um bilhete?

Suas ultimas palavras para mim foram: “Irmã, tudo o que eu quero é que todos convivam bem”. Ele odiava o fato de nossa família está separada, e que eu e Marshall mal nos falávamos.

Minha saúde sofreu as conseqüências. Eu tive um pequeno ataque cardíaco, continuei a perder peso, meu corpo parecia se desfalecer. A única coisa boa que aconteceu é que descobri que tinham me passado o diagnostico errado. Eu não estava com câncer.

Continuei tentando investigar a morte de Todd. Contratei um detetive particular, mas ele parou no mesmo lugar que eu. Disseram que meu irmão tinha sido executado. Em outras palavras, ele não se matou. A namorada de Todd concordava comigo, mas ela também estava dando murro em ponta de faca, assim como eu. O filho mais velho de Todd, Junior, a expulsou da casa depois que ele foi nomeado responsável pelo espolio.

Ouvi rumores que a morte de Todd tivesse sido um suicídio assistido. Que ele implorou para outros o matarem. Eu pedi ao Ministério Publico ajuda no caso. Eu entreguei a eles todos os documentos a respeito, relatórios médicos, autopsia, tudo. Mas meses se passaram ate que recebi a resposta em carta dizendo: “O MP concluiu que não há motivos para suspeitar da conclusão da investigação e da pericia médica que foi dado como suicídio”.

Eu sei que a maioria das pessoas teria desistido. Mas prometi a Todd que iria ao fim do mundo se algo acontecesse com ele. Já gastei uns milhares de dólares com investigação, e gastaria ate o meu ultimo centavo para achar respostas. Meu irmão teve uma vida tão difícil, gosto de pensar que agora Deus está dando a ele tudo de melhor no céu. É isso que mantêm a minha sanidade. Outros membros da minha família falam para eu esquecer o assunto. Eu sei que nada trará meu irmão de volta. Mas eu preciso saber o que de fato aconteceu. Preciso que essa historia tenha um final. 

N/T: Desculpem a demora, então, faltam três capítulos para o fim do livro, mas que farei em apenas duas atualizações visto que o capitulo final é muito pequeno.

8 comentários:

  1. Cara q vida dificil dela...

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  2. tudo acontece om essa mulher

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  3. o eminem marcou mais um show agora na escocia

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  4. http://rapdose.com/2013/01/28/50-cent-eminem-champions-song

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  5. vixxi essa mulher sofreu um bucado mesmo,não acho que isso seja mentira dela,ela até pode ter errado bastante mas também,caramba não pode ser coincidência tudo isso,não?

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  6. nossa eu sei que a vida do eminem também não foi facil, mas por alguns momentos ele parece não ter coração

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