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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Entrevista Rolling Stone: O making of de MMLP 2

Eminem estava há apenas alguns dias de finalizar seu novo álbum, The Marshall Mathers LP 2, quando a Rolling Stone conversou com ele em seu estúdio no subúrbio de Detroit no início de outubro. Nesses trechos da matéria de capa da próxima edição da revista, que vai chegar às bancas em 22 de novembro, ele fala sobre o processo de gravação, ficar loiro, seu senso de humor perverso e muito mais.

Você está se sentindo bem sobre o álbum neste momento?
Hum, essa é uma pergunta difícil, cara. Pela maior parte, sim. Mas eu não sei se alguma vez vou me sentir totalmente ótimo sobre um disco quando eu lanço. Com todo disco que eu lanço, alguém literalmente tem que vir arrancá-lo de mim porque quando eu escuto minha própria música, eu só ouço falhas nela. Tipo, eu escuto, "Ah porra! Eu poderia ter feito isso melhor ou aquilo melhor!" E eu trabalho nisso até a morte. Obviamente, se eu não estivesse confortável com ele, eu não ia lançar. Mas desde o início, desde que minha carreira começou, eu não sei se eu já estive totalmente tipo, é isso.

Nessa última crise, no que você esteve trabalhando?
Eu acho que você diria os nervosismos de última hora de "Porra! Os vocais estão altos o bastante? Você consegue ouvir o que eu estou dizendo nessa parte? A batida está certa? Os vocais estão altos demais?" Se eu pudesse não ter que mixar qualquer música e só pegar as duas faixas que eu rimei por cima e lançá-las, eu faria isso. Porque nada parece do jeito como quando você fez pela primeira vez.

Mas você não está mudando as letras ou qualquer coisa assim? É tudo só mixagem e coisas do som?
São só merdas sonoras que precisam ser trabalhadas pela maior parte, porque quando eu decido manter uma música, é basicamente isso. Tipo, se ela não der certo, eu sei logo de cara, logo quando eu entro no carro e levo para casa.

Então, por que você tingiu seu cabelo de loiro de novo?
Hum, eu vou dizer que isso foi ideia do [empresário Paul Rosenberg]. Nos estágios iniciais do disco e desenvolvendo essa merda, eu tinha pensado nisso. E uma vez que as músicas começaram a se juntar e o retrato ficou um pouco mais claro do que ia ser, ele me atingiu com a ideia e eu estava tipo, "Aí, você sabe que eu pensei nisso, né?" E ele estava tipo, "Bom, você sabe, por que não?" E eu fiquei tipo, "Eu não sei como isso vai parecer. Eu não tinha [o cabelo loiro] em quantos anos? Cinco, seis anos." E eu estava tipo, "Eu estou tão acostumado com ele escuro", sabe. Então eu apenas tentei. E eu estava tipo, "Fôda-se".

Parecer assim fisicamente te ajudou a voltar na mentalidade ou mudar a forma que você estava gravando?
Não muito, sinceramente. Porque eu já tinha a maioria das músicas. E eu não sei se eu vou manter assim ou por quanto tempo eu vou manter [o cabelo loiro]. Mas por enquanto é o que é. E eu sinto que isso pode se encaixar e talvez as pessoas vão entender quando elas comprarem o disco.

Para o Recovery houve um monte de coisas rejeitadas. Você gravou 100 músicas ou algo assim, ou pelo menos você tinha 100 batidas. Então, teve muita coisa jogada na pilha de lixo dessa vez?
Eu sinto que agora eu provavelmente estou trabalhando mais do que eu já trabalhei na minha vida. E eu provavelmente trabalhei mais nesse disco do que em qualquer outro, além de talvez a época durante o The Eminem Show, o que é um pouco vago porque tanta merda estava acontecendo naquela época. Só estando tão ocupado com o The Eminem Show, fazendo o filme "8 Mile", e a trilha sonora e a composição para o filme. Isso é provavelmente o equivalente dessa [época], mas tudo focado no disco pela maior parte.

Isso é loucura.
Uma vez que eu tive a direção de onde queria ir e, sabe, chamando de The Marshall Mathers LP 2, obviamente eu sabia que poderia ter certas expectativas. Tipo, eu não ia chamá-lo assim só por chamá-lo assim. Então eu queria ter certeza de que eu tinha as músicas certas para poder chamá-lo assim. Então, muita gravação. Um monte de músicas que as pessoas provavelmente nunca vão ouvir. Nós atingimos alguns bloqueios. Houve músicas onde a batida vazou ou um produtor vendeu a batida para outra pessoa ou que seja. E justo quando você acha que conseguiu ou que tem a quantidade certa de músicas, você volta e escuta e fica tipo, "Porra, cara! Eu sinto que precisa disso ou disso" para pintar o quadro inteiro.

Muita gente, talvez até você, acha que o original é o seu melhor álbum.
É provavelmente o meu favorito. Eu acho que alguns deles são os meus favoritos por motivos diferentes. Odeio dizer isso sobre meu próprio disco, mas eu quero dizer, os primeiros três discos, eu acho que eles podem ter capturado um período. E então eu acho que, provavelmente já disse isso em público, sabe, Encore e Relapse não... era apenas uma época diferente.

Você foi duro com o Relapse, mas o Tyler The Creator diz que é seu disco de hip-hop favorito em anos. Ele ama esse disco.
É, ele me diz isso toda vez que eu o vejo. Eu não odeio o disco. Eu quero fazer rap e ser capaz de sempre tentar fazer o meu melhor liricamente, mas ao mesmo tempo encontrar o equilíbrio certo entre isso e fazer as músicas certas. E, sabe, eu não sei se eu necessariamente já encontrei esse equilíbrio, porque eu estava ficando sóbrio e apenas meio que encontrando meus pés de novo e então houve um monte de músicas que foram só tipo, "Ha ha, isso é engraçado!" Sabe, andando e zuando por aí com seus amigos e tal e isso acaba no disco e você está rindo disso. Porque quando eu fiquei sóbrio era tipo - eu já disse isso antes - mas era só tipo, "Ah merda! Eu consigo raciocinar de novo!" Então eu não sei se esse disco foi particularmente meu melhor trabalho quanto às músicas, escrevendo músicas que sentiam alguma coisa, que traziam algum tipo de emoção. Eu fui com os sotaques até o chão. Eu fiquei preso naquele tipo de vibe louca de serial killer, e só meio que fui com isso.

Em Recovery, obviamente o mundo veio até você nesse álbum. Como você se sente agora sobre esse disco?
Eu sinto que nesse disco eu finalmente voltei aonde eu estava talvez durante The Eminem Show. Tipo, criativamente e na composição, eu acho. Eu quero dizer, obviamente Recovery foi a primeira vez que eu trabalhei com tantos outros produtores fora da nossa equipe. Além de trabalhar com o Dre, era como eu sempre quis produzir minhas próprias faixas, porque produzir é divertido pra mim também. Uma das coisas que foi legal pra mim sobre esse disco foi receber batidas que já tinham refrões nelas. É meio que um desafio pra mim ser capaz de ouvir o refrão de outra pessoa e meio que interpretar as palavras. Porque meus próprios refrões, eu já sei o que eu quero dizer quando eu os escrevo. A forma como eu faço música é, tipo, independente do que é a batida e qualquer tipo de apelo que pode ou não ter, eu sempre quero tentar ir o mais difícil liricamente que eu puder. Então independente se a batida parece tipo, "Uau, talvez isso pudesse ser tocado na rádio", eu não fico tipo, "Talvez a rádio tocasse isso, então eu só vou improvisar." Tipo, esse sempre olhei para isso como eu quero abordar cada faixa do aspecto de um MC.

Então como você chegou a decidir designar esta a continuação de The Marshall Mathers LP? Como você decidiu tornar sua vida miserável assim?
Bom, aqui está o que é: não é necessariamente uma continuação.

Okay.
Tanto quanto é uma revisitação - tipo, esse é um período diferente na minha vida. Então não vão ser tipo, continuações de cada música ou qualquer coisa assim. Para mim, é mais sobre a vibe e a nostalgia. Uma das minhas novas coisas favoritas a se fazer é experimentar com novas e antigas batidas e sons e merdas assim. Sabe, parada retrô, e tentar deixar atual, tipo, trazer para a data.

Então procurar o Rick Rubin veio dessa direção? Você ficou tipo, "Por que eu não volto para a fonte?"
O Paul tinha mencionado para mim que ele poderia estar interessado em fazer isso e que esteve falando com ele e eu estava tipo, "Porra, cara." Outra coisa com esse disco é que eu meio que voltei a produzir mais. No Recovery eu queria focar mais na composição e não ter que me preocupar com fazer as batidas. No Relapse eu acho que foi a maioria tudo o Dre. Então eu meio que comecei a produzir de novo um pouco. Eu estava no meio disso quando o Paul mencionou aquilo, e eu estava mexendo com esses tipos de sons e eu não sei se foi isso que fez o Paul chegar no Rick ou o Rick chegou nele. Mas assim que eu ouvi que ele estava interessado, eu fiquei tipo, "Aí, só deixa eu terminar isso e vamos vê-lo."

Você chamou o Rick de Yoda - ainda existem coisas a serem aprendidas com ele nesse ponto de sua carreira?
[Voz do mestre Yoda] Aprendizagem, eu tive. Hum, sim, eu quero dizer, a melhor parte sobre a vibe do Rick é que ele é bem zen no sentido de "Deixa rolar". A coisa estranha disso é que nove vezes em 10, a gente sabia imediatamente se alguma coisa não funcionou e não parecia certo, sabe. Ele é quase como um treinador.

Ele é muito psicológico, né?
É, o cara tira seus sapatos. [Risos] Trabalhar com ele é o ambiente mais descontraído. Ele não tem medo de tentar nada. Eu meio que me senti da mesma forma, e ainda me sinto até hoje, quanto a querer impressionar o Dre. Nós conversamos na casa dele e então eu acho que de lá fomos direto para o estúdio dele e começamos a passar por batidas. Eu disse pra ele que tinha começado a experimentar com alguns sons mais retrôs. Então nós só sentamos e começamos a escolher as merdas e eu ia começar a escrever para elas, e da próxima vez que eu me juntasse com ele, a gente ia começar a acrescentar as paradas nisso. O cara tem tantas ideias, mano. Uma das coisas mais legais sobre o som que ele te dá são os scratches do Rick Rubin. Quando ele faz os scratches em alguma merda, é quase tipo esse despejo perfeito que tem nisso. Não que seja fora do tempo ou qualquer coisa assim, mas é só tipo - é estranho pra caralho. Eu nem sei como explicar. Você só sabe que ele fez o scratch. Eu nem sei se isso faz sentido ou não. É tipo um scratch simples, como um tipo de coisa básica, mas é tão foda quando você escuta. É só, é ele das antigas. E mais, ele sabe de onde um monte desses sons vieram e tal.

Ele tinha todas as drum machines antigas pelo estúdio?
Ah, ele tem umas merdas no esconderijo. Sim, definitivamente.

Tanto mudou no hip-hop desde que você começou a produzir - você acha que as batidas que estava fazendo sozinho foram influenciadas pelas coisas mais novas?
Hum, não necessariamente, porque eu sinto que eu só faço o que parece certo. Obviamente, eu presto atenção no que está rolando e o que tem por aí e mantenho meu dedo sobre essa pulsação. Mas eu não quero nunca ser ou fazer como o que os outros estão fazendo. Isso não é ofensa pra ninguém.

Basicamente, se existem influências externas que são atuais, você deixa isso entrar a partir de outros produtores, mas sua parada é a sua parada.
Sim. É exatamente isso. Merdas que soam mais atuais, eu deixo para eles. E não que eu não sinta que a minha parada soe atual, mas não é exatamente a mesma coisa. E eu acho que eu me atualizei também.

Na nova música "Legacy", você está falando sobre si mesmo em detalhes como criança. O que é preciso para voltar nessa mentalidade na sua idade?
Eu sempre tento fazer minha música relacionável para a criança que as pessoas dizem, "Ele não é merda nenhuma", ou que é intimidado ou o que seja. Pareceu como uma daquelas músicas de auto-capacitação. Todo mundo, eu acredito, quer mostrar para o mundo que, "Um dia eu vou ser isso. Um dia eu vou ser aquilo." Todo mundo tem objetivos, aspirações ou o que seja, e todo mundo esteve em um ponto em sua vida onde ninguém acreditava nelas. Tipo, se você nunca foi chutado ou se você nunca passou por...

Dificuldades.
Dificuldades e merdas assim, então você é perfeito e vai se foder de qualquer maneira. Então todo mundo esteve nesse lugar onde eles foram excluídos ou nem mesmo contados. Tipo, "Você não importa." "Ah é? Eu vou te mostrar." Então foi sobre incorporar essa ideia na ideia do meu legado - no que eu deixo para trás quando eu me for. E eu sempre admirei outros rappers pelas palavras que eles me deram. Tem muitas, muitas músicas que me ajudaram a passar por muita merda.

Eu simplesmente adoro que você rima "Onyx" com "comics" nessa música.
Eu não sei se todo mundo vai pegar isso, tipo isso é super nerd, mas as palavras rimando nessa música nunca mudam. E isso é só uma das coisas que eu faço para tentar me desafiar. Eu queria tentar fazer uma música inteira onde as palavras rimando nunca mudam.

Você elogiou a evolução dos Beastie Boys, mas não parece que você vai ter um momento "o desrespeito pelas mulheres tem que acabar".
Eu quero dizer, escuta, meu senso de humor certamente não foi embora. Eu percebo que sou um adulto, um homem crescido, e eu não sei o que eu vou estar fazendo daqui há um ano, daqui há 10 anos, mas eu não acho que minha ironia vai embora algum dia. Eu acho que é apenas uma parte da minha personalidade. Eu sempre quero manter algum tipo de elemento de diversão na música também. Se uma música é mais obscura ou fala sobre um assunto triste, eu não quero fazer um álbum inteiro disso, sendo deprimente. Eu não quero fazer um álbum inteiro sendo insolente demais. Você tem que tentar e encontrar aquele equilíbrio certo, e isso é umas das coisas que o processo criativo foi nesse disco quanto à só experimentar. Em outras palavras, gravando até eu conseguir. E se eu gravo 100 porras de músicas e eu ainda não tenho o que sinto que preciso para criar o corpo de trabalho, então eu vou continuar indo e gravando.

Você compôs um monte de seus próprios refrões e até cantou alguns deles. De onde vem o seu senso de melodia?
Essa é uma boa pergunta. Eu gostaria de dizer que é decorrente do hip-hop inicial. Os rappers costumavam mexer o tempo todo com as melodias, pelo menos na merda em que eu cresci. Eu não sei as teclas em um teclado ou que nota é essa ou aquela. Eu só consigo cantarolar alguma coisa. Mas eu acho que vêm de todos os dados que eu coletei nos meus anos de ouvir música. E sabe, porra, cara, eu acho que, conforme o hip-hop começou a evoluir, havia mais melodia nele, as pessoas estavam começando a cantar refrões. Mesmo tipo, o Slick Rick do começo - [canta] "Hey young world" - esses tipos de coisas. Talvez eu levei isso a um lugar diferente às vezes, eu não sei.

Talvez seja apenas puro instinto.
Sinceramente, é provavelmente isso. Eu não quero parecer arrogante ou nada, mas eu simplesmente não sei de onde eu tenho esse senso, sabe o que eu tô dizendo? Eu não sou um cantor cantor. Eu só sei o que está na chave e o que não está.

Tendo o Kendrick Lamar no seu álbum, você teve alguma preocupação que ele pudesse entrar e tentar te ofuscar?
Eu respeito completamente o que o Kendrick faz e o fato de que ele está na mesma equipe, que ele está na Aftermath, só fez sentido para mim. Ele veio para Detroit, nós conversamos por alguns minutos, sabe, e eu senti a vibe de como ele é e tudo, e sabe, ele é um cara super legal e super humilde. Quando nós fizemos aquela faixa, eu acho que foi na verdade uma semana ou duas antes dele fazer o verso para "Control".

Tem algum conselho que você daria para ele nesse momento?
Eu não sei se ele precisa de conselho. Ele parece que tem uma boa cabeça sobre seus ombros, cara. Ele é muito inteligente e você pode dizer isso pela forma que ele montou seu álbum. Ele é como um fanático por hip-hop, cara, ele simplesmente ama hip-hop. E obviamente, a forma como ele fez o verso de "Control", foi quase tipo, se você ficar bravo com ele, então você pode parecer um tonto. Ele configurou isso para que você realmente não possa ficar bravo com um monte de merda que ele disse porque era o que todos os outros MCs já estão pensando. Ou que você deveria estar pensando.

Fundamentalmente, você se sente como um deus do rap ou se sente como um oprimido?
Eu acho que tudo muda para trás e para frente de hora em hora, dia a dia comigo. Toda aquela faixa "Rap God" praticamente do começo ao fim é ironia. Então eu quero dizer, eu quero me sentir assim? Talvez às vezes. Novamente, ela volta para todo mundo que faz rap competitivo e faz isso puramente pelo esporte de querer ser o melhor. Novamente, é por isso que o verso do Kendrick funcionou tão bem porque ele só disse o que todo rapper já estava pensando, se você não quer ser o melhor, então por que você está rimando?

por Brian Hiatt - Rolling Stone
Créditos: Everything is Shady

12 comentários:

  1. Eu disse a um tempo atrais que o nível lírico do Recovery estava o mesmo do The Eminem Show. E eu acertei.

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  2. Não tem nem como comparar o Recovery com o The Eminem Show

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    1. São diferentes, sim, eu sei. Só quis dizer que no Recovery o em voltou com o mesmo nível lírico de TES.

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    2. Cara se vc for ver a lírica do Recovery é boa porém não tão diversificada

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    3. Sem falar q o Recovery é o álbum do Eminem mais mal produzido

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    4. Mal produzido? Nuss, seus ouvidos não andam bem...

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    5. Olha os beats do álbum, plmdds

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  3. The eminem show na minha humilde opiniao eh o melhor dele

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  4. The eminem show na minha humilde opiniao eh o melhor dele

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  5. O que importa é o presente e o presente é the Marshall martheres 2 com certeza vai ser um fenômeno de vendas vai lá no topo da billboard 200

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  6. "A forma como eu faço música é, tipo, independente do que é a batida e qualquer tipo de apelo que pode ou não ter, eu sempre quero tentar ir o mais difícil liricamente que eu puder."
    RAP GOD

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